terça-feira, 31 de março de 2009

Não existiria som, se não houvesse o silêncio...e tudo que cala fala mais alto ao coração!

Sou fruto do que acredito...

... tenho tanta fé no que pressinto, que por mais que tente me convencer de que tudo não passa de um conto de fadas da minha imaginação adolescente, meus poros respiram esperança. Não consigo disfarçar, falo por gestos, confesso pelo olhar perdido no vazio, que busca sua imagem e a vê, entre a multidão, em outros rostos.

Minhas mãos tateiam a cama vazia, como que em busca de algo que um dia já esteve ali, embora elas saibam que nunca esteve, e ansiosas, aguardam por reconhecer a textura da sua pele. Minha boca se abre, se mexe, canta, pragueja, se morde, como se sentisse falta da sua boca, mesmo que nela não tenha tocado.

E para minha surpresa, todos estes sentimentos não me são estranhos, ainda que não os tenha vivido... eu conheço a textura da sua pele, o cheiro do seu corpo, o gosto da sua boca, a sensação de ser totalmente envolvida por seus braços, de sentir suas mãos em mim. Estranhamente, eu conheço...

Preferia não sentir nada... preferia não querer, preferia não sonhar, sequer lembrar dos sonhos... rejeito esta certeza que me liberta mas me prende, odeio ser ambígua em todas as partes do meu ser, não suporto admitir que ele mexe comigo, que ele domina meus pensamentos!

Seus defeitos me fazem perceber o quão humano ele é... sim, ele os tem, e os que mais abomino...

Mas o que mais me irrita é ver nele todas as qualidades que sempre sonhei encontrar em um homem. Perfeito, como sempre imaginei! Queria me apegar aos defeitos, queria ve-lo como um ser real, cheio de falhas, de medos, de insegurança... Mas ressaltam suas qualidades, e eu esqueço que não estou descrevendo um herói romântico, e novamente o diferencio dos demais.
Quando olho em seus olhos ao fechar os meus, me imagino sob a luz do seu sorriso que por tantas vezes se abriu para mim, e também meu sorriso se abre espontaneamente, sem que eu tenha qualquer tipo de controle sobre meus sentidos. Meu corpo se arrepia, suo frio, e novamente estou envolta em pensamentos e desejosa de ser sua! Que sofrimento!

Admitir que não sei lutar contra ele é um martírio diário, um exercício permanente de paciência e busca de auto-conhecimento, pois sei íntimamente que seu sorriso quando se abre me deixa sem defesa, e que ainda que eu ame o seu silêncio tal qual a sua voz, só o pensamento que me leva até sua presença já é suficiente para encher minha vida de som, de música, de dança, de cor!
"... amo calado como quem ouve uma sinfonia de silêncios, e de luz..."
(autor desconhecido)
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Ci>> " silenciosamente, eu te falo com paixão... e tem certas coisas que não sei dizer... e digo!"

2 comentários:

  1. Pode ter ctz q eu encontrei a minha perfeição

    o meu JAZZ pessoal

    Sua culpa rs

    PAULINHO

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