segunda-feira, 16 de março de 2009

Um amor para chamar de meu...


Na dança do tempo vale qualquer coisa: brincadeiras de olhar folhinha branca de numero branco, que não conta quando pouco ou nada mais resta, a não ser o risco do quadrilátero voraz e interminável da roda dos dias, ainda vivida pelo (sem) dia de passo curto...
Iguais... Passeios vagos em cômodos fechados onde sinto o deslizar dos pés para cada lado como um compasso de traçar arco mal traçado... Brincadeira?

Rodopio ao som do teu amor, um samba canção [uma bachata no meu caso] , que faz da minha silhueta uma pose solidão... Ouso oferecer-te minha mão estendida, mãos de ama, que reage a molhados e grudados, e, deixo-te ver minha palma com riscos antigos sem solução definida, indecisa... "se dá tua mão ou passos curtos", devaneio...

Só quero o teu roçar sensível no tempo (sem tempo) e te quero no “não saber das horas”...onde TE escuto alto dentro de mim como canção de passa-minuto de dizer o que quero, de acordar-rente repartindo entre o ser e o não ser, quase confundido aos sons de saltitar, arrastar, pular, dolorosos separar e ao flutuar mágico do meu corpo trazido pelo toque forte do teu braço... A me puxar para um desfilar no-de-manhã, no-de-tarde...no-de-toda-hora...

Todo esse barulho esbarra em seus ouvidos, sem orifícios para o excesso...

Chega com ares de “não sou eu” e meus olhos viciados vê claramente tuas pestanas abandonarem fugas do meu amor que te incomoda... Sei que tu não sabes onde o coloca.

Penso: “deixarias as frestas ou as próprias janelas abertas para existir o consentimento de Deus, cansado de consentir”?

(do blog "cante lá que eu canto cá" - Cássia) - lindíssimo!!!

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Ci>> Li um texto hoje que diz "Sinta medo, mas faça o que deve ser feito... Deveríamos nos preocupar menos com a queda e mais com as chances que perdemos quando nem sequer tentamos."
Posso dizer que tive medo por muito tempo, medo de tentar, medo de mudar, medo de cair, medo de seguir em frente... mas não tenho mais... e não há nada melhor do que não ter medo de cair... porque nos aventuramos a tentar outros passos, a buscar novas coreografias, ou quem sabe tentar novamente aquela que não conseguimos assimilar anteriormente... é quando nos sentimos prontos para (ou em vias de) dançarmos uma música por completo novamente (e finalmente!).

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