sexta-feira, 17 de abril de 2009


" (...) Entretanto, o sentimento da infelicidade é um veneno roaz, que ninguém suporta, indene, por muito tempo. Por isso, o infeliz procura felicidade em mil e mil derivativos, narcóticos, intoxicantes e expedientes de todo gênero. E há tantas coisas e coisinhas interessantes e divertidas, no vasto âmbito do mundo circunjacente... Para o menos exigente, há os prazeres fáceis dos sentidos - e quão grande é a sua variedade e prepotência! Que delícias no plano do comer, do beber e do sexo! Para outros, que excitantes venturas nas especulações financeiras, nos trabalhos comerciais, industriais, científicos e sociais! Que inebriante sedução às mesas de jogo e nos bastidores da política! Que suaves carícias nos causam as auras tépidas da fama, dos elogios, da celebridade! E quão fascinantes são, para muitos, as viagens a terras longíquas e a povos desconhecidos!
De maneira que não faltam ao homem que não tolere o vácuo do próprio Ego ensejos de encontrar plenitudes fora de si mesmo e camuflar com as riquezas externas a pobreza do seu interior. Nessa permanente fuga diante de si mesmo encontram muitos profanos conscientemente infelizes um ersatz, um sub-rogado, pela felicidade que lhes falta. Embora essas coisas externas não os façam, propriamente felizes, pelo menos lhes diminuem e suavizam, temprariamente, a consciência da infelicidade - e a pobre criança de sua alma, soluçando por algo que ignora, acalma, por momentos, a sua dolorosa nostalgia e inquietude metafísica...
(...)
A mais difícil das coisas difíceis é a sinceridade para conosco mesmos - e a falta dessa auto-sinceridade é a razão por que há tão poucos homens realmente espirituais. Procuramos mil e uma evasivas e subterfúgios, desde os mais sérios até os mais ridículos para não aceitar a verdade sobre nós mesmos - por quê? Porque a aceitação real e a prática dessa verdade implica em algo parecido com uma dolorosa intervenção cirúrgica nos tecidos vivos do nosso próprio Eu - e ninguém gosta de ser operado..." (Huberto Rohden)
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Ci>> falei sobre isso ontém a uma amiga... como sempre, pedimos uma orientação e ela vem, sinais de proteção dos amigos lá do outro plano... Me peguei mais de uma vez me perguntando por que estava fazendo isso ou aquilo, já que minha natureza não é essa... decidi não mais fazer o que não quero, ainda que isso desagrade outros... alguns segundos de egoísmo no dia não me farão tão mal... existem momentos em nossas vidas em que ou somos egoístas o suficiente para dizer não, ou somos engolidos pelo egoísmo alheio. E não há violência (do corpo e da alma) maior do que irmos contra o que nossa natureza nos permite ser! Sou exatamente assim: fiel a mim mesma, ainda que isso pareça estranho aos outros e foi a fidelidade à minha personalidade própria que atraiu tantos amigos, tantas pessoas que confiam em mim, no meu trabalho, no meu ombro, no meu colo, para o meu lado. Eu não ligo se me acham meio louca, meio bruxa, meio sonhadora demasiado... é meu "link" com os meus sonhos que me faz acordar todos os dias e sobreviver apesar de...
Questione-se uma vez ao dia pelo menos se está sendo fiel à sua natureza... e não perca sua essência por que se desiludiu com algo, com alguém, porque se decepcionou, porque perdeu a fé por um momento. Sua essência é linda, é a única coisa efetivamente sua e é dela que você construirá seu aprendizado nesta esfera!
Que Deus nos permita sempre permanecer dentro do que acreditamos, ainda que tudo à nossa volta nos faça duvidar da força do Bem Maior. Para cada uma dúvida que tenhamos, que ao menos 2 provas nos tragam de volta à fé! Amém!

"Quem sou eu? (Lica do Blog Dilemas e Delirios)"
Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica,
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção,
Tenho razões e motivações próprias,
Me movimento por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência.
Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu, Eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos, Eu e minha alma.
Sua incerteza me fere, Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam, Mas não deixam cicatrizes…

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