quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ele! a música...

Amo o som da voz dele...
... e o sussurrar de interesse pelas coisas que lhe despertam a vida, moço de olhos vastos onde a abstinência passa em brumas pelo contorno da sua boca, lagoa excitante de “quero” em remanso sorriso de ondas... Tenho ímpetos de beija-la, até mesmo em silêncio...
Sei, não é uma frase completa, apenas rabiscada, que marca em mim como fio de cerzido e furos de acertos, expondo corpo a dentro a sofreguidão dos desejos...
Cavaleiro com espada de livro e cabelo de príncipe extraviado me exibe sua nudez maior só de cartola... Fala no meu mundo, e certa de que ele sabe mais, diria tudo... Me repete!!
Guarde o domingo também pra mim... Deixe descansar as pombas e as lebres, pois não há truques, nem requer práticas, nem fitas, apenas teu detalhe...
Habilidade... O tudo igual vira diverso... Por um momento, é ele quem salta da cartola, cai de pé, suavemente vem, lentamente me toca, me toma e me leva promovido ao primeiro sim, faz um afago em meus cabelos, rosto, beija meus seios e minha boca, numa forma de guardar instantes, como as coisas que troca da frente dos meus olhos fazendo tantas e mais bonitas que nunca...
Além... daquela foto sem você ao meu lado, além daquele dia que acordei sem desejar ter acordado e do outro que dormi sem querer ter dormido... Além da saudade qdo me deixo envolver no mais rarefeito ar de nicotina pra lembrar dos teus lábios dormentes... E pelo teu desejo de “querer mais da vida” e meu saber que um “querer mais” tb é pra mim tua própria vida...
Te querer bem demais faz meu coração perambular pelas coisas todas “que é” sem eu compreender e pelas coisas “que são” qdo as aceito, pelas coisas que Vivo como poesia: tua?Minha? Sem projeção á traição, perante Deus, existe pra mim só tua poesia, que faz amor com você, só tuas rimas, versos e estrofes, épocas , nomes, qualidades e coisas que eu nem sei ainda...
Quero só te falar... Sem cortes de palavras...Eu escolhi Você, para inauguração da minha mais íntima poesia de “três Letras”, desvirginada pela tua boca e brindada com sua saliva pelo soletrar de cada uma... Poesia que minhas mãos desfazem “Títulos” e que meu corpo só sabe de você, fazendo poesia pra você, que sente falta de você, que troca você e sobra você, sem você meu poema é Ainda...
“EU TE AMO”...
(K** do blog "cante de lá que eu canto de cá)
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Ci>> Amor meu, .... ouço tuas notas, desencontradas, procurando uma corrente que te tragam a canção por inteiro, o rítmo perfeito que te vai completar. Seu desespero em encontrá-lo é sentido por mim como uma dor doce e incontida, que grita... Eu as ouço e reconheço que partem de você, e quer saber? eu as domino, as coloco em ordem, e construo tua música, que paira sobre mim, me faz flutuar! mas você... ah, você, preocupado com a perfeição das notas, esquece que o sublime da música é quem a escuta, quem a percebe, e não sente que danço a tua volta enquanto se faz louco em tocar, tocar, tocar! Como um canto de sereia, tua música me submete aos teus mandos... aquí estoy! me manda que eu vou, eu sou! tuya por siempre... toca-me... você toca prá mim, e prá você, por você, eu danço...
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"Uma dança alucinante anuncia essa loucura
e desenrola noite adentro, um ato de dois perdidos corações...
Matéria-prima que combina com um toque sutil
um calor de dezembro num corpo febril!"
(Paulo Alvarenga )
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