terça-feira, 7 de abril de 2009

Presente...


"Lembro quando descobri que te amava. Na verdade não houve um momento xis, nem o aguardar de sentimentos ( fulana nasceu para beltrano ), mas nascia o amor, o grande amor, amor de fazer sonhar até nas lindes da felicidade, com suas aulas de desprezo, em algum canto. Ela fala de amor: ”Eu não existo sem você”, tu amas e ri comigo um riso que não é a medida do meu sorriso... Combinação? ... Eu amo e com você também não posso rir a medida do teu sorriso... Incondicionalmente trago o amor à mão aguardo o ultraje contido no frio, náusea, escuro e até relego a segundo plano procurar por tempos demais os teus olhos... Não eram eles (teus olhos) a procurar o amor? Sim, era eu a procurar na tua Vida o meu amor, dono dos olhos que me faz sorrir... Descobri que te amava eternamente em dias ímpares com pares de asas sem face, com sabor de canela ou Bechamel, num raciocínio, naquele movimento dos astros e de toda continuidade no universo, num “Círculo Vicioso” de M.Assis, ouvindo “Mais Feliz”, naquela rota regular de aviões, naquela água na boca do Ciarete, na montaria de Cristo em dia de Ramos, nos passinhos do Tangará, naquela lágrima, no pingo do edulcorante que dá azia, na calcária da porcelana povoada de olhares e silêncios, fundida na sobrevivência e lanhos do senhor das transformações em versos dísticos: “Desejos absorvidos pela fornalha do tempo” e “Adeus predestinado”... Hipotético, imperfeito, incerto... Transparece num poema que te faço, o itinerário de nós nos sentidos daqui, dali, de lá de cá... Se consigo ou não transferir o caco de vidro que machuca teus olhos pela minha bússola poesia, como queria que olhaste a lupa linguagem que eu percorro e posso com paixão: respiro-o, bebo-o, sorriu e babo, e que você soubesse que sem você não passo (nem) numa nesga de céu limpo em dia chuvoso, pois eu sei que lá te encontro... Descobri ainda que Te Amo no dia imediatamente anterior... Á hoje... Amanhã..."
(K, do blog Cante lá que eu canto cá)

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Ci>> Somos poemas sem forma, somos palavras sem sentido, canção sem música... estamos soltos porque nos completamos em nós, e porque ainda não podemos nos juntar, partes de uma mesma matéria, luzes de uma mesma fonte! E Enquanto não completamos o que somos, permanecemos sós, nessa busca pelo que nos dê a ilusão de que há salvação a nosso redor, e que esqueceremos um dia... pero no... sabemos que não...

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