segunda-feira, 27 de abril de 2009

O tempo passa

Na próxima curva, encontro-me com o sofrimento novamente
Disfarçado, com outra roupagem
Outros motivos, novos personagens
Mas reconheço sua face
Será que me iludi, acreditando que já estava tudo resolvido?
Desespero, angústia, raiva, dúvida, insegurança
A velha culpa, em mim mesma ou procurando alguém a quem culpar...
Como diz uma amiga: “a culpa é minha e dou para quem eu quiser!”.
Você quer a minha culpa? Indica alguém? Tem sempre alguém disposto a assumir a culpa... Aos poucos, percebo o quão é verdadeiro o texto abaixo, desconheço a autoria, mas registro a minha gratidão:
“Andei por uma rua e havia um buraco profundo na calçada. Caí dentro do buraco. Gritei, estou perdido. Não tive nenhuma ajuda. Porém, a culpa não é minha, mas do buraco. Levei tempo para sair dali.
Andei pela mesma rua, havia um buraco profundo na calçada. Fingi que não o vi, e caí novamente. Não posso crer que estou de novo no mesmo lugar, mas a culpa não é minha, mas do buraco. Vou lutar e sair daqui.
Andei pela mesma rua; ainda há um buraco profundo na calçada. Vejo que o buraco ainda está ali. E, por um descuido, caio novamente dentro dele. Isso se torna um hábito. Meus olhos estão abertos, mas não vê. Sei onde estou, a culpa é minha. Vou sair daqui imediatamente.
Andei pela mesma rua; ainda há um buraco profundo na calçada, mas consegui passar ao lado. Sabendo que naquela rua há um buraco, decido ir por outra rua.”
Estou cansada Mas agora reconheço Que todas as formas de fuga me conduzirão ao mesmo lugar: para dentro demim mesma. Está escuro aqui... Não há nenhum “salvador da pátria”!
Todas as palavras que li e ouvi estão soltas. Quantas experiências maravilhosas eu vivi, Quanta beleza e aprendizado há aqui dentro! Muitas lições foram feitas, outras, escondi, adiei! Entulho que precisa de reciclagem. Acontecimentos e sentimentos antigos que quero, simplesmente, arquivar... Aprendizados que foram esquecidos e posso praticá-los novamente. Parece um quebra-cabeça à espera de ordem.
Agora compreendo que saber não é sabedoria. Muito do que aprendi carece de coerência: manter a palavra e a ação na mesma direção.
Será que preciso de decisão firme, corajosa e determinada para ser o "Eu Sou"?
Hei! Tem alguém aí? Espere um pouco... Há um rosto conhecido, uma energia que me atrai, uma luz pequenina e suave... Aos poucos, chego mais perto. Ela abre os braços e com um sorriso acolhedor me convida “Vamos nos conhecer?”
Abraço fraterno,
Ivete Costa (do blog Amigos do Freud)
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Ci>> é quando pensamos que sabemos todas as respostas, que a vida vem e muda todas as perguntas!!! e pelo visto, é quando achamos que nos conhecemos profundamente que percebemos que somos totalmente estranhos a nós mesmos. E por incrivel que pareça, é esse Antagonismo que nos faz perceber o quão bonito é o ser humano, o quão complexo e interessante de ser descoberto ele é! Não desistir ainda que tudo pareça impossível, ainda que tudo venha contra o que queremos, não deixar de lutar, e se cair, fazer o maior esforço possível para levantar... se cair denovo, buscar o aprendizado para que uma terceira vez não aconteça... e se cair outra vez, que esta terceira vez seja a última, mas que tenha sua quota de aprendizado bem aproveitada também! e ainda assim, não desistir... “Nunca se esqueça que apenas os peixes mortos nadam a favor da corrente.” (Malcolm Muggeridge)

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