segunda-feira, 13 de abril de 2009

Silenciar é deixar falar



Silêncio.


Apesar de ser fato raro no dia-a-dia de da maioria das pessoas, ainda é possível observá-lo em alguns lugares e ocasiões. Existe o silêncio dos templos religiosos – até naqueles abertos ao público no meio do caos das grandes cidades; existe o silêncio feito em respeito aos que já se foram; existe o silêncio dos parques, das praias, das montanhas; e também o silêncio das platéias de teatros e concertos, dos alunos em sala de aula - esse, acredito, é um silêncio bastante disputado!
Tem o silêncio do amigo, do amante, do pai o da mãe, do irmão ou da irmã, quando se colocam receptivos às nossas palavras. Enfim, como você já viu, dá pra encontrar o silêncio em diversas ocasiões.
Tem horas que o silêncio é sinal de dúvida, de negação. Tem o silêncio de protesto, de indignação. Tem até o silêncio de amor. Portanto, ao contrário do que muitos pensam, não dá pra negar que o silêncio fala muito mais do que a gente imagina.
Contudo, tem gente que ainda foge do silêncio. Para estes, o silêncio amedronta, incomoda, até apavora. São os eternos ausentes do silêncio. Aprenderam a silenciar apenas por conta de circunstâncias externas, mas não descobriram a fórmula do seu silêncio particular.
Falar de silêncio não é difícil – se precisar de uma mãozinha, o dicionário também ajuda. Falar do silêncio já não é tarefa tão fácil. A gente jamais ficará ausente de silêncio; ele está aí, sempre pronto para ser usado. Agora, quer falar do silêncio?... bem, aí a coisa já muda de figura.
Quem opta ficar ausente do silêncio deixa de entrar em contato com algo, lugar ou estado que têm o poder de remetê-lo para dentro de si mesmo. É uma tarefa bastante complexa, mas não impossível de ser cumprida.
Se você já experimentou contemplar o silêncio de um grande templo vazio, de uma platéia atenta ao seu artista favorito; ou o silêncio diante das palavras de uma pessoa especial para você, experimente, agora, descobrir o seu silêncio. Defina uma forma, uma cor, um cheiro, ou uma figura que represente o seu silêncio. Depois, entre em contato com ele sempre que puder. Deixe-o virar o seu companheiro de todas as horas – ou, se a correria não deixar, ao menos de alguns minutinhos do seu dia.
Quando a gente descobre o nosso silêncio, aprende a lidar melhor com o silêncio dos outros. Encontra o jeito certo de quebrá-lo, quando for preciso, e aprende a respeitá-lo, quando ele insiste em prevalecer. Pois, no momento certo, o seu silêncio há de trazer as respostas certas. Acredite!
(por Renata Leite)
E-mail: renata@primeiroprograma.com.br
Blog: Blog da Renata
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Ci>> É Quando estamos imersos em nosso silêncio, sem ninguém/nada nos incomodando, concentrados em nosso próprio eu, que encontramos aquilo que procuramos: a realidade das situações, os sentimentos mais profundos, a explicação do que não entendemos, o calor do que parece frio, a proximidade do que se faz distante... dentro deste silêncio realmente é possível sentir amor, sentir prazer, sentir saudade... mas se estivermos efetivamente em contato com ele, sentiremos mais que isso... sentiremos a presença, a força, a luz, a paz, a vida... sábio Lulu Santos quando diz que "...tudo que cala fala mais alto ao coração..."!
Palavras são importantes, mas gestos, olhares, até mesmo um abraço, um beijo, um pensamento positivo, uma vibração, uma mensagem, têm um som que só o nosso silêncio mais particular poderá decifrar!
Tenhamos todos uma excelente semana...Bjuxxx da Ci!

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