segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SONETO DA ANSIEDADE

Quero alívio para meus anseios,
Teu silêncio é por demais perverso,
É uma curva pelo lado inverso,
De culpas, desvios e receios.

Fumaça, dor, cortina malina
Qu'esconde do viver a verdade,
Ao infringir o elo da eqüidade,
Some-se o éter, sem disciplina.

Rompamos qualquer impedimento,
Fujamos da mercê da maldade,
Excluamos os males do pensamento,
Extingamos as lágrimas da dor
A vida deve se apoiar na verdade
Sob o lema sagrado do amor.

(Autor: Tarcísio R. Costa)
***********************************************
Ci>> Sonetos são como gotas de bálsamo em dias tristes... trazem toda a poesia perdida que deixamos à beira do caminho, enchem a alma de bons presságios... ahhh Sonetos, sonetos....


Ansiedade
Vivo cheio de dúvidas,
Confundem-se os meus pensamentos,
Misturam-se os meus sentimentos,
Cria-se em mim, uma convulsão,
Tudo se transforma em emoção,
Desequilibra-se a minha mente,
Meu viver se torna inconseqüente,
Confundo o real com a ilusão.

Olho para o firmamento,
Vejo nuvens escuras, sem rumo.
Ouço, ao longe, o trilar dos passarinhos.
Mas tudo isso para mim é indiferente,
Preocupo-me, sim, com a distância,
Que me separa dos meus sonhos.

Fico a avaliar o meu passado,
Até aonde o meu pensamento alcança.
Vivo, assim, em um mundo de ansiedade,
Procuro, incessantemente, a verdade,
Para ver renascer em mim
A esperança.

(Autor: Tarcísio R. Costa)
************************************************

Nenhum comentário:

Postar um comentário