sexta-feira, 16 de abril de 2010

A resposta...

"Por favor, me perdoe, mas não é por mal que hoje eu gostaria de te fazer chorar.
Eu andei muito tempo procurando por você, eu viajei pelo mundo inteiro nas asas do meu pensamento, nas milhas dos meus sonhos ... Fui naufrago solitário, sentimentos vazios em ilha deserta, passei alguns anos abandonados de mim mesmo.
Eu sempre quis alguém como você, que me fizesse sair do sério, perder as estribeiras ... Alguém que faça meus olhos brilhem, minha boca tremer e eu perder a respiração.
Sempre sonhei com alguém como você, que me fizesse ficar perdido em palavras, ficar acordado a noite inteira tentando descobrir um jeito de te conquistar ... Que me fizesse sentir completo, cheio, não pela metade e nem pelo meio, mas sim repleto.
Sempre busquei por alguém que me desse esperança com olhar, verdade nos seus sentimentos.
Alguém que me modificasse e me ensinasse tudo aquilo que eu ainda não sei, alguém que fosse capaz de ver tudo aquilo que eu não enxergo, de falar tudo aquilo que eu não consigo, de receber tudo aquilo que eu posso dar.
É você quem eu esperei minha vida inteira, e que eu espero de braços abertos ... Você que nas noites frias mesmo não estando perto é capaz de me esquentar, que me faz voar sem precisar sair do chão e que me faz sorrir mesmo quando não tenho nenhum motivo para isso ... Alguém como eu, sempre precisa de alguém como você.
Talvez eu não tenha conseguido te fazer chorar, mas eu chorei ... Foi por finalmente te encontrar!
Quando me faltam palavras e tudo que me resta é um olhar, quando nos meus passos tento ser um pouquinho de você e quando faço do meu coração o seu também, encontro um dos meus jeitos de dizer 'te amo'."
(LFBA)

Ci>> vou falar bem baixinho... e só voce vai poder entender... a gente espera sempre ser surpreendido pelo amor, mas nao espera que ele apareça assim, sem pedir licença... quando aparece sentimos medo, buscamos uma forma de não pirar, até de rejeita-lo por esse ou aquele motivo, por nem sempre este amor ser conveniente ao que precisamos, ao que queremos, OU PODEMOS... mas ele nao tem regras, nao respeita tempo e espaço, nao admite ordens... ele chega... e pronto... e martela a noite inteira, pede que voce faça coisas idiotas, perca o prumo... promove uma série de atrapalhadas que fazem com que voce passe vexames absurdos... faz com que voce sonhe com uma vida nova, diferente daquela vivida até aqui... te faz respirar... ssssssshhhhhhhhhhhhhhhhh.... oxigênio nos pulmões, vida para o coração, que bate novamente, que faz aquele tum-tum parecer diferente dos "tuns tuns" anteriores... tum tum... tem alguem na porta... a porta tá aberta, pode entrar!

Uma nova forma de ver a vida

[tenho estado tao feliz. tudo está bem agora, não importa os problemas. Você coloca um sorriso na minha boca que nada consegue tirar ... meu tempo começou a contar de outra forma ... resume-se a você, quanto tempo leva para que eu possa parar de trabalhar e pensar em você, quanto tempo para chegar em casa e conversarmos, quanto tempo falta pra te encontrar ... tudo é você. Pq só vc me deixa feliz assim ?]

[Amor, você é a minha vida agora, a parte que faltava do meu coração. A parte que achei que nunca encontraria ... por muito tempo eu achei que meu coração estivesse quebrado, mas estava enganada, ele estava incompleto e realmente as partes que faltavam eu só encontro em você...]

Ci>> Trechos de uma declaração de amor de uma menina linda para um amigo querido, que me fizeram pensar...

Como acontece o amor, como ele aparece? assim, feito uma criança que aparece brincando no seu quintal, do nada, entra sem pedir licença, quebra suas plantas, derruba os vasos, estraga toda aquela paz que voce vem construindo há anos, bagunça tudo o que você levou um tempo para arrumar, e ainda assim, você se encanta com a ingenuidade dela ali, brincando simples, fazendo arruaça... nem liga para o que ela desfez, pq a alegria que ela trouxe para aquele cantinho até então quieto, sozinho, arrumadinho mas sem vida, isso ninguém no mundo paga... aquele sorriso que te deixa sem vontade de piscar, para não perder nem um pedacinho dele... aquela vontade de abraça-la para sentir que aquela criança é real, não é um sonho, um fruto da sua imaginação... o que é o amor? bagunça tudo por dentro, tira do lugar o que estava quietinho, quebra os vasos, arranca as plantas, corta as raízes do que é velho, para crescer o que é novo... entra sem pedir, e vai brincar no espaço que até então não era dele... e passa a ser sem que ninguém precise autorizar! ELE ACONTECE... e sua ingenuidade e despretensão impedem que qquer um o repreenda, pq a maior qualidade do amor é estar presente sem se impor!

Nadando contra a correnteza

Preparar para o fracasso parece um paradoxo

 

Experimentamos, na vida, todos os tipos de sensações e provações. Trilhamos caminhos que ora são acolhedores, ora, profundamente dolorosos. Ritualizamos momentos. Celebramos aniversário, formatura, novo emprego, prêmios, aprovações em concursos, defesas de teses, casamento. De outro lado, separações, mortes, demissões, injustiças, inveja, mentiras. O riso ou as lágrimas convivem conosco. A euforia e o desânimo também. E, assim, vamos nos construindo, nos educando.

 

No processo de crescimento, os exemplos de vida nos ajudam a melhorar a nossa disposição para a própria vida. A vida que passa muito rapidamente, ou não, nos dizeres de Cora Coralina:

 

Não sei… Se a vida é curta

Ou longa demais pra nós,

Mas sei que nada do que vivemos

Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.

 

A educação depende da capacidade que temos de tocar o coração das pessoas. E isso se dá de muitas maneiras. Uma delas ocorre quando apresentamos modelos de vida. Não modelos perfeitos, mas pessoas que se notabilizaram por vencer os obstáculos e perseguir a meta.

 

A biografia de Gabrielle Chanel ou Coco Chanel mostra a saga de uma menina que tendo a mãe morta é deixada no orfanato pelo pai. Quando este parte, ela olha pela porta semiaberta desejosa de que ele olhe pelo menos mais uma vez para trás. Ele não olha e nunca volta para buscá-la. E ela, ritualmente, se arrumava todos os domingos para a tão esperada visita. Sofreu muito a menina. Sofreu muito a mulher. Sofreu muito a madura Chanel para reerguer-se depois da guerra. Certa vez, ela confessou: "A força se constrói com fracassos, não com sucessos".

 

A vida de Nelson Mandela é um tesouro para a educação. Sua fé na justiça, apesar das injustiças. Sua perseverança na liberdade, apesar da prisão. Seu sonho de construir uma nação em que a cor da pele não desse o tom do respeito. Usou de todas as forças possíveis para que o seu povo celebrasse o sonho antevisto por Luther King, outro referencial.

 

"Eu tenho um sonho que um dia minhas quatro crianças viverão em uma nação onde não serão julgadas pela cor de sua pele, mas sim pelo conteúdo de seu caráter", declarou este último.

 

Quando apresentamos biografias aos nossos alunos, permitimos que percebam, com mais cuidado, a riqueza da vida talhada em momentos mais fáceis e em momentos mais difíceis. Mostrar o sucesso apenas é desconsiderar os muitos fracassos que haverão de viver os nossos aprendizes. Preparar para o fracasso parece um paradoxo para quem se prepara para a vida. Mas não é. Quantos fracassos viveram Chanel ou Mandela? Mas persistiram porque foram talhados para a luta. Em um mundo cheio de competições, em que as pessoas acabam sendo descartadas sem muita cerimônia, em que os empregos não são definitivos, educar para a adversidade faz parte do escopo essencial da relação de ensino e aprendizagem.

 

Sempre defendi que humanizássemos os autores para que a literatura fosse mais sedutora. Quem conhece a biografia de Machado de Assis contempla sua obra com mais entusiasmo. Quem sofre com Castro Alves as dores da ausência da liberdade contempla como o mesmo olhar de pássaro a nau composta de escravos e a dor com que o poeta clama aos céus.

 

A literatura dialoga com a história que dialoga com a vida. As ciências também tratam da vida como a geografia. As novas línguas que aprendemos abrem janelas para outras possibilidades. É tudo real. O conhecimento e a aprendizagem acontecem como a vida acontece. E libertam com o poder de tirar dos porões o oprimido; era esse o sonho de Paulo Freire.

 

Os educadores têm de ter em mente esse desafio, apresentar vidas para que as vidas dos aprendizes tenham ainda mais significado. Há um filme, recentemente lançado, "Sempre ao seu lado" que começa em uma sala de aula em que os alunos têm de contar a história de um grande herói. E um menino começa a falar do cachorro do seu avô. E o relato vai emocionando a sala porque há algo de fascinante na fidelidade do cachorro. Sua espera. O dono, um professor de música, nunca mais haveria de voltar. Mas o seu ofício era o de esperar. E as pessoas iam aprendendo com a "sabedoria" canina. E compreendendo o seu desejo de liberdade e de ternura a quem ele escolheu para servir.

 

Há heróis anônimos. E certamente os alunos conhecem alguns deles. Essa é uma experiência que vale a pena. Misturar biografias conhecidas com histórias do quarteirão. Vidas sempre têm importância. Algumas conseguem notoriedade, outras mudam mundos em um cantinho qualquer do mundo. Esse é o antídoto que temos contra a destruição dos valores humanos. É nadando contra a correnteza que fortalecemos os nossos músculos morais e temperamos nosso caráter com dignidade e ternura. Nós, educadores, podemos fazer a diferença. Vale a pena experimentar…

 

(Gabriel Chalita)

 

 

 

Tambem recebido da querida

 ...♫...Robertinha...♫...

 
 

E se eu estiver sem respostas?

 
 
E se eu estiver sem respostas?


Calma! Aprenda que nem sempre é possível ter todas as respostas que pensamos necessitar, mas, por favor, siga em frente mesmo assim!

Grande erro é parar quando não se conhece a resposta que julgamos ser imprescindível! Muita gente entendeu o que a vida e Deus queriam lhe dizer, porque tiveram a coragem de prosseguir mesmo sem ter tudo claro. Eu penso que isso é uma grande sabedoria!

Se precisar, vá mais devagar, converse com quem pode ajudá-lo, capriche na oração, silencie um pouco mais... Contudo, não é permitido parar!

(Ricardo Sá)

 

 

 

 

 

Recebido da minha amiga 

......Robertinha......

 e blogado hoje! Visite http://cintiavirginio.blogspot.com

 

Beijos amigos, bom final de semana a todos!

Ci


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Consulte o Bem

O maledicente desejará que você observe, tanto quanto ele, o lado
desagradável da vida alheia.

A criatura vacilante e frágil esperará que suas forças sejam quebradiças.

O discutidor aguardará seu comparecimento às disputas, a propósito de tudo e
de todos.

O ingrato não se alegrará em vê-lo reconhecido aos outros.

O personalista não se regozijará identificando-lhe o respeito aos
adversários.

O revoltado tentará a máscara da rebeldia ao seu rosto.

O incompreensível procurará mergulhar sua mente no fundo das perturbações.

O neurastênico pedir-lhe-á não sorrir.

O insensato reclamará sua adesão à loucura.

O homem imperfeitamente espiritualizado sempre busca igualar os semelhantes
a si mesmo. Lembre-se, contudo, de que você é você, com tarefa original e
responsabilidades diferentes e, se pretende a felicidade real, não deve
esquecer a consulta aos padrões do bem, com o Cristo, em todas as horas de
sua vida.

pelo Espírito André Luiz - Do livro: Agenda Cristã, Médium: Francisco
Cândido Xavier.

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Ci>> Por uma semana iluminada e cheia de desafios que começa hoje, tenhamos
todos um bom dia!

sábado, 3 de abril de 2010

Elogio e encorajamento

(Texto adaptado do livro Insight de Daniel Carvalho Luz - do site do primeiro programa)

No primeiro capítulo do livro Esconde-Esconde, Dr. James Dobsone conta uma impressionante história que, ao ler o relato ou ouvir a vida deste jovem, você jamais o esquecerá.
“Ele começou a vida com todos os obstáculos e desvantagens. Sua mãe era uma mulher dominadora, de vontade forte, que achava difícil amar as outras pessoas. Casou-se três vezes, e o segundo marido divorciou-se dela, porque ela o espancava regularmente. Morreu de um ataque cardíaco alguns meses antes do nascimento do filho. Em conseqüência, a mãe teve de trabalhar longas horas, desde a mais tenra infância do filho.
Ela não lhe deu nenhum afeto, amor, disciplina ou educação, nos seus primeiros anos de vida. Até o proibiu de telefonar-lhe quando estava trabalhando. Outras crianças não queriam saber dele, por isso estava quase sempre sozinho. Foi totalmente rejeitado desde treze anos de idade, o psicólogo de uma escola comentou que provavelmente, o rapaz nem sabia o significado da palavra “amor”. Durante a adolescência, as meninas não queriam saber dele, e ele brigava com os garotos.
Apesar de um Q.I. alto, fracassou na escola e finalmente, no penúltimo ano do segundo grau, desistiu de estudar. Pensou que seria aceito no Corpo de Fuzileiros Navais. Dizia-se que eles formavam homens de verdade, e era isso que ele queria ser. Mas seus problemas o acompanharam. Seus colegas fuzileiros riam dele e o ridicularizavam. Ele se defendeu, resistiu à autoridade, enfrentou uma corte marcial e foi expulso da corporação. Ali estava ele – um jovem com pouco mais de vinte anos – sem amigo e totalmente arrasado. Era pequeno e magro. Sua voz era esganiçada como a de um adolescente. Estava ficando calvo. Não tinha talento, nem habilidade, nem valor. Não tinha nada.
Mais uma vez pensou que podia fugir dos seus problemas, desta vez mudando-se para um outro país. Mas lá também foi rejeitado. Nada mudou. Casou-se lá com uma jovem que era filha ilegítima, e a trouxe consigo, quando de volta aos Estados Unidos. Logo, ela começou a alimentar por ele, o mesmo desprezo que todos demonstravam. Deu-lhe dois filhos, mas ele nunca gozou da posição e do respeito que um pai deve ter. Seu casamento continuou a esfalecer-se. Sua esposa exigia, cada vez mais, coisas que ele não lhe podia dar. Em lugar de aliar-se a ele contra o mundo amargo, como ele esperava, tornou-se o seu mais cruel inimigo. Conseguia vencê-lo nas brigas e sabia como intimidá-lo. Em determinada ocasião, trancou-o no banheiro para vingar-se. Finalmente, ele foi levado a sair de casa.
Tentou viver sozinho, mas sentia-se muito só. Depois de alguns dias, foi para casa e literalmente implorou que ela o aceitasse de volta. Perdeu todo o orgulho próprio. Rastejou-se. Humilhou-se, aceitou suas exigências. Apesar de seu magro salário, deu-lhe algum dinheiro para que gastasse como bem entendesse. Mas ela riu dele, zombou de suas frágeis tentativas para sustentar a família. Ridicularizou seu fracasso. Zombou de sua impotência sexual diante de um amigo. Em certa ocasião, envolvido pelas trevas de seu pesadelo, caiu de joelhos e chorou amargamente.
Finalmente escolheu o silêncio; deixou de lutar. Ninguém o queria. Ninguém jamais o quisera. Talvez fosse o homem mais rejeitado da atualidade. Seu ego jazia despedaçado, feito pó.
No dia seguinte, era um homem estranhamente diferente. Levantou-se, foi à garagem e apanhou uma espingarda que escondera ali. Levou-a consigo para o emprego, que acabara de arranjar, em um depósito de livros. E de uma janela do terceiro andar daquele prédio, logo depois do almoço, no dia 22 de novembro de 1963, atirou duas balas, que esfacelaram a cabeça do presidente John F. Kennedy”.
Este relato brutal de como Lee Harvey Oswald cresceu sem amigos, sem amor, encorajamento, elogios, ou disciplina, realmente nos faz sentir um arrepio percorrer a espinha. Muitas vezes somos culpados de tratar as pessoas dessa mesma forma, e até aqueles que mais amamos.
Quando podíamos ter amado, retivemos a afeição. Quando poderia ter sido tão simples responder com um sorriso e um cumprimento, criticamos. Quando nos deparamos com um montinho de terra, nós o transformamos em um Monte Everest emocional. Quando uma única palavra de ânimo poderia ter iluminado o dia, por razões ignoradas, decidimos permanecer silenciosos.
Ao agir desse modo, pode ser que não estejamos acionando o processo de formação de um assassino, mas, também pode ser que sim. Na verdade, matamos alguma coisa, pois miramos nossa espingarda de rejeição contra a auto-estima e o auto-respeito dessa pessoa. Disparamos nossa arma; chamamos as tropas; lançamos as bombas, ganhamos uma pequena guerra...
Mas será que vencemos mesmo? Um momento de crueldade como esse pode matar intimamente, mesmo que só um pouco, nosso amigo, nosso cônjuge, nosso colega, nossos pais, nosso filho. Todavia, o que talvez tenhamos deixado de perceber é que também morremos um pouco.
Reflita sobre isso.


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Ci>> Somos responsaveis por aqueles que cativamos sim, mas somos mais responsaveis por aqueles que machucamos, pelos que ofendemos, por aqueles que esperavam uma palavra de sobriedade, e ao contrário, entregamos uma palavra causadora de dor. Mais do que amar, temos que ser capazes de entender, DE PERDOAR. Estamos longe da perfeição, portanto dificilmente se esquece uma ofensa que recebemos. Mas é possível devolver uma ofensa com uma gentileza. Prefiro acreditar que somos mais responsaveis por aqueles que machucamos, do que por aqueles que cativamos... só assim passo a prestar maior atenção naqueles que nem sempre são compreendidos, ou pior, naqueles que EU não pude compreender!

Chico Xavier e a alma do Brasil

Como se explica que um homem pobre, doente e semi-instruído, nascido mulato no início do século passado, em um rincão distante de Minas Gerais, viesse a se tornar, ao longo de seus 92 anos de vida, e sobretudo depois dela, uma espécie de mito brasileiro – um nome capaz de emocionar, motivar e organizar as pessoas em torno de uma fé e do trabalho filantrópico que ela inspira?
O que havia na personalidade e nas ideias daquele homem careca, estrábico, sempre de peruca e óculos escuros, que se expressava com a fala pausada e amanteigada dos mineiros, capaz de sobreviver a sua morte em 2002 e transformá-lo em objeto de culto, de estudo e de interesse crescente dos meios de comunicação?
Por que o celibatário ao mesmo tempo doce e obstinado, que se dizia capaz de conversar com os mortos e foi perseguido e ridicularizado por isso, conseguiu expressar tão bem a alma brasileira a ponto de tornar-se, ele mesmo, um ícone popular e uma figura respeitada mesmo entre aqueles que não compartilham de suas polêmicas convicções?
As respostas a essas perguntas, se elas existirem, talvez surjam no decorrer deste ano, quando se celebra, com uma onda de filmes, o centenário de nascimento de Chico Xavier, o médium mais conhecido do mundo e uma das personalidades mais queridas dos brasileiros.
No dia 2 de abril, data de seu nascimento em 1910, estreará Chico Xavier – O filme. Baseado no best-seller de Marcel Souto Maior, As vidas de Chico Xavier, e dirigido pelo blockbuster Daniel Filho, o longa-metragem vai ocupar 300 salas, promete lotar os cinemas e apresentar ao grande público (sobretudo aos jovens)uma história que, se fosse roteiro de ficção, seria classificada de inverossímil. Ou, no mínimo, exagerada. Garoto pobre do interior perde a mãe aos 5 anos, é maltratado na infância e começa a ver espíritos; escreve livros que seriam ditados por grandes nomes da literatura já mortos e ganha projeção nacional ao psicografar mensagens de pessoas que já morreram para parentes inconsoláveis. Lança mais de 400 obras literárias, que vendem 50 milhões de exemplares – mas doa tudo para a caridade. Sem boa saúde, trabalha sem parar e vive de seu salário do Ministério da Agricultura até morrer. Sem ser católico, vira quase um santo.
O filme que conta sua vida – e tem Ângelo Antônio e Nelson Xavier vivendo o médium em duas fases – não será o único a estrear neste ano. Pelo menos outras quatro produções ligadas ao espiritismo – e ao médium – devem abocanhar boa bilheteria, inaugurando uma onda espírita no cinema nacional e popularizando ainda mais sua figura. Pode-se dizer que o trailer desta grande tendência foi Bezerra de Menezes – O diário de um espírito. No fim de 2008, o filme, com roteiro ruim e arrastado, levou aos cinemas mais de 300 mil espectadores ao mostrar a trajetória do chamado Médico dos Pobres, outro ícone da religião de Chico Xavier.
A explicação: a força do espiritismo no país, que teria, de acordo com a Federação Espírita Brasileira (FEB), cerca de 20 milhões de adeptos. Agora, novos filmes de alguma forma ligados ao médium estão para ser lançados (leia o quadro na próxima página). Um deles tem potencial especial para o sucesso: Nosso lar, de Wagner de Assis, baseado no livro mais vendido de Chico, promete efeitos especiais feitos no Canadá, reproduzindo o cenário da vida no além, foco dessa obra que relata o lugar para onde iriam os espíritos depois da morte.
Chico Xavier sempre foi um campeão de audiência. Em 1971, ele participou do programa Pinga-fogo, numa entrevista que deixou 75% dos televisores brasileiros ligados na TV Tupi. No Natal daquele mesmo ano, uma nova participação do médium foi veiculada por um pool nacional de quatro emissoras.
Chico ganhou uma projeção que o mineirinho de Pedro Leopoldo, filho de mãe lavadeira e pai vendedor de bilhetes de loteria, ambos analfabetos, jamais conseguiria imaginar. Em 2000, foi eleito O Mineiro do Século, numa promoção da TV Globo local.
Em 15 dias, 2,5 milhões de pessoas escolheram seu nome, por meio da internet e do telefone. Em 2006, Época fez uma pesquisa entre os leitores sobre quem seria O Maior Brasileiro da História. Para votar, por meio do site, havia opções como Ruy Barbosa, Getúlio Vargas, Pelé e Ayrton Senna – além da opção Outros. Chico Xavier ficou em primeiro, com 36% dos votos, quase o dobro do segundo colocado, Senna. Todos os seus votos foram escritos na lacuna em branco – um resultado que mostra a admiração dos brasileiros por sua figura ao mesmo tempo paternal e misteriosa.
“Queremos pisar no chão em que ele pisou”, diz a dona de casa paulistana Alita Polachini, de 56 anos. Acompanhada do marido, o empresário Renato, ela passou três dias da semana passada em Pedro Leopoldo, de 60 mil habitantes, visitando a praça que leva seu nome, a fazenda onde ele trabalhou e conversando com gente que o conheceu. À noite, o casal assistiu à reunião pública do Centro Espírita Luiz Gonzaga, que ele fundou em 1927.
Entoaram os cânticos ao médium, ouviram palestra que tratava, entre outras coisas, dos ensinamentos espíritas do filme Avatar – e choraram. “Tudo o que se refere ao Chico me faz chorar. Não sei explicar. As lágrimas só descem”, afirma Alita. A 500 quilômetros dali, em Uberaba, no Triângulo Mineiro, cidade que Chico adotou a partir de 1959, um ciclista solitário reverencia seu mausoléu. “Não sou espírita. Mas venho aqui sempre que quero um pouco de paz”, diz o professor de literatura Adaílton Oliveira, de 33 anos. Muita gente faz o mesmo. Deixam bilhetes presos no vidro de seu túmulo. Ligam para os centros das duas cidades pedindo ajuda, cura, dinheiro, amor. Ou apenas querem falar com alguém que o tenha conhecido.
Por que o mito Chico Xavier só cresce, mesmo depois de sua morte? Por si só, o espiritismo gera curiosidade, mesmo entre não adeptos. Organizada no século XIX pelo francês Allan Kardec, a doutrina afirma que o espírito segue uma linha evolutiva através de sucessivas reencarnações. A vida na Terra seria um aprendizado para a eternidade. O espiritismo também é uma religião que não impõe obrigações nem lista pecados.
O que se faz em vida é o que se leva dela para as próximas existências. Com Chico Xavier, “porta-voz do além”, como era chamado, o mundo da morte – maior mistério da vida – nunca pareceu tão próximo, tão claro e, de certa forma, confortável. A ideia de que a vida não acaba de fato, de que há alguma coisa do lado de lá, acalmou corações e arrebatou almas vivas. Com as cartas que dizia escrever em nome dos espíritos, Chico não só demonstrava aos olhos dos crentes a continuidade da existência, como oferecia uma forma de comunicação direta com o mundo dos mortos.
O fascínio que essa ousada proposição exerce sobre a mente humana, atormentada pela finitude, não pode ser subestimado. Mesmo os gregos, cuja imaginação mitológica parece não ter tido limites, foram incapazes de supor a comunicação com o mundo subterrâneo. Pensavam que os mortos chegariam à margem do Rio Aqueronte, dariam um óbolo ao barqueiro Caronte, cruzariam para o Hades e nunca mais seriam vistos. Ou ouvidos. Viveriam apenas na memória dos vivos. E esses na dor inconsolável.
Ao atrevimento de invocar os mortos, Chico somou algo que parece ser uma das características mais persistentes da grande cultura brasileira: o sincretismo. Ao adotar o modelo monástico de obediência, pobreza e castidade, ele promoveu a aproximação entre a fé espírita e os preceitos católicos. Com isso, afastou o espiritismo do mundo dos demônios, tranquilizou os adeptos, abafou confrontos com a Igreja e – acima de tudo – criou para o espiritismo um amplo espaço de crescimento em um país profundamente identificado com a mensagem de tolerância e caridade do cristianismo.
A intuição e a inteligência de Chico na construção de sua doutrina – e na prática de sua existência – ajudam a explicar o crescimento de seu prestígio mesmo agora, oito anos depois de sua morte. É o que diz a autora da tese Espiritismo à brasileira, a antropóloga Sandra Stoll, da Universidade Federal do Paraná. “A santificação pós-morte de Chico Xavier é uma prática corrente nos meios populares e não briga com a modernidade”, afirma. “As religiões se renovam, incorporando ideias, valores, símbolos e tecnologias e atendem a demandas modernas de diversos modos. O culto a Chico Xavier se insere aí.”
O interesse pelo médium ultrapassa as fronteiras. Neste ano, um volume de 50 obras suas está sendo lançado em russo. A curiosidade em torno de Chico Xavier está levando aos Estados Unidos um de seus biógrafos, Carlos Antônio Baccelli. Autor do recém-lançado 100 anos de Chico Xavier, ele vai a três cidades realizar workshops sobre o brasileiro. “Querem saber tudo sobre a obra e a vida. O interesse aumentou depois que ele desencarnou”, afirma Baccelli, que também é médium, conviveu com Chico por duas décadas em Uberaba e faz um trabalho social reconhecido na cidade. Palestrantes espíritas brasileiros conhecidos no exterior, como Divaldo Franco e Raul Teixeira, estão pautando seus trabalhos deste ano na vida de Chico Xavier.
Uma biografia está sendo lançada na França. O 3º Congresso Espírita Brasileiro, que acontecerá em abril, teve recorde de inscrições de estrangeiros. “Ele é, de fato, uma referência espírita e religiosa em todo o mundo”, afirma César Perri, diretor da FEB.
A repetição das histórias sobre Chico é uma das explicações para a perpetuação de seu mito. Palestrantes internacionais falam de seus feitos. Amigos e parceiros das cidades em que ele viveu reproduzem dons e “causos” à exaustão. “Você sabia que ele materializava perfume?”, perguntam os amigos. “Ele sempre dizia que morreria num dia de muita alegria e acertou: desencarnou no meio das comemorações pelo pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo”, contam.
“Chico sempre dizia: eu não sou nada, sou apenas um Cisco de Deus. Cisco Xavier”, afirmam. Percebe-se não só os mesmos relatos, mas ainda uma repetição de vocabulário e um ritmo parecido na narrativa. É como se estivesse sendo construída, pela tradição oral e pelos livros – e agora pelos filmes –, uma espécie de Evangelho de Chico Xavier, capaz de levar suas palavras e sua obra para além de sua existência. Nos museus dedicados ao médium, nas duas cidades onde viveu, as lendas de Chico se misturam a seus pertences, muitos mantidos intactos, do jeito que ele deixou. A coleção de chapéus, os ternos, as centenas de fotografias de amigos em porta-retratos e nas paredes. Parecem relíquias sagradas, algo que o espiritismo, na origem, não prevê – assim como regras, dogmas ou qualquer hierarquia religiosa.
A apropriação de preceitos cristãos e a forma como tocou a própria vida, trabalhando pelos mais pobres numa existência sem nenhum luxo, levou Chico Xavier a suplantar a barreira das religiões. Ganhou admiradores de fé católica e teve umbandistas batendo cabeça ao vê-lo. De sua parte, não discriminou ninguém pela crença ou mesmo pela opção sexual. Foi firme contra o aborto, mas enalteceu a invenção da pílula anticoncepcional. Jamais foi unanimidade – e nem é hoje.
O pastor Antonio Mesquita, presidente do Conselho de Comunicação da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil diz que os evangélicos condenam o espiritismo. “Evitamos falar sobre esse assunto para que todos possam viver em paz, mas várias passagens na Bíblia mostram que a comunicação entre os homens e os mortos não é possível”, diz. “Não questionamos seu trabalho social, mas não existe nenhuma prova concreta de que ele realmente fazia comunicação com os mortos”, afirma o cético militante e fundador da organização Ceticismo Aberto, o analista de sistemas Kentaro Mori.
Na Igreja Católica, para onde acorrem muitas pessoas que são também espíritas, Chico é visto “com carinho” (sobretudo por sua obra social), mas, ao mesmo tempo, como alguém com quem seria impossível haver conciliação teológica. “Há uma incompatibilidade nevrálgica com os espíritas”, diz o teólogo Fernando Altamyer, professor da PUC de São Paulo. “Eles acreditam em reencarnação. Os cristãos acreditam em morte e ressurreição. Não há como acomodar essa diferença teórica, embora as práticas possam ser semelhantes.”
A perpetuação do mito Chico Xavier não só continua após sua morte, como, em alguns aspectos, acontece graças a ela. No meio espírita, acredita-se que ele tenha sido a reencarnação de Allan Kardec. Teria voltado para complementar e popularizar seu primeiro trabalho – e existiria a possibilidade de ele retornar. Em torno disso, aliás, cresce mais uma camada do mistério que reveste sua figura. Chico teria deixado com três pessoas uma espécie de senha para que identificassem possíveis mensagens suas do além.
Seu filho adotivo, o dentista Eurípedes Higino, de 59 anos, é uma delas. “Recebemos mensagens todas as semanas, mas até hoje não disseram as palavras secretas”, afirma. Pelo menos 50 médiuns brasileiros já disseram receber o espírito de Chico Xavier. Da mesma forma que outros filhos e pais que, por meio de Chico Xavier, acreditaram receber palavras de consolo de seus parentes mortos, Eurípedes anseia por conversar com seu pai. “Tenho muita saudade de nossas conversas ou simplesmente de sua presença. Mas é bom saber que divido isso com milhões de pessoas”, diz. Enquanto essa hora não chega, a ansiedade cresce.
Há quem queira, neste centenário, encontrar não o mito, mas a trajetória do homem Francisco Cândido Xavier. Entre eles, Célia Diniz, presidente do Centro Espírita Luiz Gonzaga, em Pedro Leopoldo. Amparada por voluntários e colaboradores, ela está construindo um memorial que resgata imagens, objetos e histórias não conhecidas. “Não é um trabalho fácil. Aqui, onde ele nasceu, para quem o conheceu ele é apenas o Chico.
O rapaz doce, o vizinho, o filho do Seu João”, diz Célia, professora cujo pai foi colega de trabalho do médium na fazenda-modelo. Ao perder dois de seus três filhos, ela foi confortada por Chico e tem crença inabalável no espiritismo. Mas sente mais falta do amigo, a quem ajudou incessantemente no trabalho social, de quem ouvia declarações da mais fina ironia. “Chico era extremamente bem-humorado.
Contava piadas, era rápido nos trocadilhos. Nunca estava sisudo, tinha sempre um leve sorriso, mesmo nas horas mais difíceis”, afirma. O lendário bom humor de Chico Xavier é outra das razões que explicam seu carisma. Mesmo diante da morte ele fazia piadas. Diz-se que uma vez, voando de avião em meio a uma tempestade, ele se pôs a gritar em pânico. Seus acompanhantes, incrédulos, perguntaram se ele, entre todas as pessoas do mundo, tinha medo de morrer. “Medo não tenho, mas também não tenho pressa”, disse o médium.
Ao longo da vida, ele foi muitas vezes desacreditado em relação a seus feitos mediúnicos. Só não se pode duvidar do bem que ele fez. Estima-se que tenha criado ou ajudado a criar pelo menos 2 mil instituições de caridade no Brasil, graças à venda de seus livros e doações de pessoas que o admiravam. Milhões de famintos comeram sua sopa semanal por décadas. Chegou a distribuir 1.000 sopas por dia.
Crianças ganharam presentes, jovens foram capacitados profissionalmente. Seus centros tinham filas que dobravam quarteirões. “Ele foi o verdadeiro Fome Zero. Mas o amor dele era o maior alimento que as pessoas poderiam ter”, diz Neuza de Assis, de 62 anos, grande amiga e colaboradora em Uberaba. No chamado Abacateiro, uma casa da periferia da cidade que ele usava como base para a distribuição de alimentos, Neuza relembra a felicidade das pessoas que trabalhavam com ele. “Chico mudou a vida de todo mundo, de quem recebia e de quem dava”, afirma.
Roteirista de Chico Xavier – O filme, Marcos Bernstein, que também escreveu o premiado Central do Brasil, diz que esse foi seu trabalho mais difícil. “Como fazer uma adaptação, de tempo limitado, sobre uma vida tão longa e tão rica? O que privilegiar? Acabamos centrando no ser humano”, diz. Ao mergulhar em sua história, Bernstein afirma ter descoberto um homem que soube, mais do que falar com os mortos, se comunicar de verdade com os vivos. “Ele soube dar paz às pessoas”, afirma. A polêmica não foi deixada de lado. No filme, um dos pontos centrais é a história da carta escrita por Chico que serviu de prova de defesa num caso de assassinato.
Em 1976, o jovem Maurício Garcez, de 15 anos, morreu com um tiro disparado pelo amigo José Divino Nunes, de 18. Chico escreveu uma carta, que teria sido ditada pelo espírito do morto, afirmando que havia sido um acidente, uma brincadeira – exatamente como afirmava o réu. Diante dos detalhes apresentados e da semelhança da assinatura, o juiz proferiu a sentença absolvendo José Divino. O caso já foi mostrado de forma dramatúrgica em 2004 no extinto programa Linha direta, da TV Globo – e bateu recordes de audiência. Agora, nesse longa-metragem, Christiane Torloni e Tony Ramos vivem os pais do rapaz morto, com seu sofrimento e suas dúvidas sobre o fenômeno.
Daniel Sottomaior, presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, é um dos que criticam veementemente esse episódio. “Lamento que esse tipo de mentalidade tenha penetrado o Estado brasileiro”, afirma. “Cartas psicografadas como prova judicial solapam a base da democracia moderna, que é a separação entre Estado e religião. É muito grave.” Marcel Souto Maior, autor da biografia mais vendida de Chico Xavier, que serviu de base para a produção do filme, garante que discordâncias como essa não foram empurradas para baixo do tapete. “O filme tem polêmica, confronto. Não endeusa Chico. Não é chapa branca”, afirma.
Chico Xavier, contam amigos, costumava dizer que duas coisas o constrangiam: espírito obsessor (que se ocupa de causar transtornos entre os vivos) e jornalista. Não era à toa. Na primeira fase de sua vida, foi ferrenhamente perseguido por repórteres cujo objetivo era desmascará-lo. Em 1935, Clementino de Alencar, de O Globo, foi a Pedro Leopoldo ver de perto o rapaz franzino, já doente do pulmão e meio cego pela catarata, cuja mão, diziam, era controlada pelos espíritos, dando forma a poesia e prosa de primeira. Fez testes e questionários. Em sua reportagem, depois de meses na cidade, contou que obteve respostas de economia e política, algumas em inglês, que teriam sido sopradas pelos espíritos ao rapaz.
Foi embora se dizendo ex-cético, mas perdeu credibilidade diante dos colegas de profissão. Em 1944, David Nasser, da revista O Cruzeiro, também esteve na cidadezinha. Depois de se passar por repórter estrangeiro para obter uma entrevista do já traumatizado Chico, deixou um dos melhores textos sobre ele na reportagem “Chico Xavier, detetive do além”. “Não nos interessa, embora possa parecer estranho, o médium Chico Xavier, mas sua vida. Seus trabalhos psicografados – ou não psicografados – já foram assuntos de milhares de histórias”, escreveu. “Se são reais ou forjadas, decidam os cientistas. Se ele é inocente ou culpado, dirão os juízes. Mas se ele é casto, instruído, bondoso, calmo, diremos nós. Porque não somos detetives do além.” Quase 70 anos depois, a lógica de Nasser pode ser adaptada. Se Chico Xavier falava com os mortos ou não, é uma questão de fé. O fato que interessa mostrar, entender e explicar é a força do homem comum que se tornou um mito brasileiro.
Martha Mendonça, Leopoldo Mateus, Mauricio Meireles - Revista Época
by Leonardo (Amigos do Freud)
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Ci>> "Amar sem esperar ser amado e sem aguardar recompensa alguma. Amar sempre." Chico Xavier - Amar mesmo que nao sejamos amados, mesmo que sejamos rejeitados pelo irmão, amar incondicionalmente, amar. Amar pelo simples fato de que somos um pedacinho de Deus nesta vida de espiações, que devemos, apesar de todas as dificuldades, dividir o pouco que temos, compartilhar o amor, seja como for. Perdoar os que nos magoam, perdoar os que nos ferem, porque tambem sao tão passíveis do erro como somos nós... e tão merecedores do perdão de Deus, assim como somos nós. Dar amor, DOAR! Que Deus permita que eu possa trabalhar em prol do meu irmão, doar o pouco que tenho em mãos, a energia que está aqui... o trabalho agora é a meta maior, é o que vai me fazer merecedora da paz de Deus... é assim que tem que ser, e que assim seja! Amém...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ao alcance de todos

Simbolicamente, a paciência é um sedativo da melhor qualidade.
Usando-se, nessa condição, ei-la fazendo prodígios.
Antes de tudo, é vacina contra a irritação, acalmando-nos a vida íntima.
E surge a seqüência de abençoadas derivações.
Resguardando-a conosco, os familiares encontram segurança e tranqüilidade.
Os vizinhos permanecem isentos de inquietações.
Os amigos descansam em nosso convívio.
Discussões negativas e diálogos inconvenientes surpreendem a estação terminal.
Conservando-a, retemos em nós o clima favorável ao cultivo da esperança.
Ao alcance de todos, é por isso que a paciência na farmácia da vida é o específico da paz.

(Emmanuel & Chico Xavier)
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Ci>> Somos alvo de nossos proprios atos, e ao final de uma discussão por exemplo, nós somos o resultado do que fizemos, do que praticamos. Se foi conduzida com o fim da justiça e dentro do respeito ao oponente, nós sairemos vencedores seja qual for o resultado. Se for baseada dentro do orgulho e da pretensão, ambos são perdedores... que possamos agir de forma justa sempre, seja qual for a disputa, seja qual for a situação, olhando ao nosso irmão com o amor que Jesus ensinou quando esteve entre nós. Que pelo menos procuremos não fazer valer nossas vontades mediante imposição, mas mediante justos argumentos, visando o melhor para todos! Ninguem é comparável a Jesus, mas podemos tentar nos aproximar ao máximo de seus ensinamentos...