segunda-feira, 17 de maio de 2010

Chão de Estrelas

"Ela saiu uma noite em busca de estrelas... haviam algumas soltas pelo chão, outras sob os holofotes da rua vazia, outras ainda que caiam do céu feito chuva de papel... mas nenhuma delas tinha o brilho procurado... passou então por um beco sem luz, escuridão... um ponto luminoso no canto, despretensioso de existir, reluzia... feliz e realizada, decidiu aproximar-se e ao notar que era a tão esperada estrela, quis apoderar-se dela.
Esperou tanto por este encontro que decidiu não perder mais tempo, e enfrentou o escuro e o medo em nome deste querer. Mas quanto mais se aproximava, mais a estrelinha apagava-se, menos reluzia, até que ao toca-la percebeu que a luz findou... então ela entendeu que, não fosse o escuro, não a teria visto... mas que não é dela o direito de possuí-la, ou mesmo tocá-la, pois sua presença é nociva ao brilho do ser estelar... e só de longe a ela será possível voltar a ver aquele brilho que uma vez chamou sua atenção... bem de longe!!!"
(Ci)

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