terça-feira, 25 de maio de 2010

Dê dignidade ao seu amor!

Freqüentemente, confundimos amor com carência. Deixamos essa sensação de vazio e solidão ocupar nosso coração de tal forma e com tal intensidade que perdemos a referência dos nossos mais profundos sentimentos.

No entanto, fiquei pensando num antídoto para esses enganos e não me veio nada melhor que a palavra “dignidade”! Palavra essa que tem a ver com honra, amor-próprio, respeito, enfim, autoridade para amar!

É isso: que tenhamos autoridade para amar!!! Porque usar as dificuldades de uma relação para rapidamente ocuparmos o papel de vítimas é o que temos feito quase sempre. Mas nos falta coragem para admitir nossas limitações, para conseguir reconhecer o outro como um mestre, um espelho de nós mesmos.

Porém, esquecemos que da mesma forma que esse espelho nos mostra nossas feridas e dores, nossos buracos e medos... da mesma forma que ele escancara nossa insegurança e muitas de nossas máscaras... ele também nos mostra nossas qualidades, nossa sabedoria, nossos dons e brilho pessoal.

É no exercício de amar e compartilhar o que temos de mais íntimo, que podemos perceber quem realmente somos, desde que estejamos dispostos a nos olhar, a nos conhecer e nos reconhecer exatamente como somos. A partir de então, podemos iniciar um processo de transformação, de autotransmutação.

Essa é a grande magia do amor. É a alquimia do coração! Muito mais importante do que ficarmos o tempo todo fazendo questionamentos sobre os conceitos e as regras do amor, é a oportunidade que temos de compreender a força e o poder contidos no momento presente, no agora!

Portanto, sugiro que você relaxe e pare de se preocupar com perguntas como “será que encontrei minha alma gêmea?”, “será que vai dar certo?”, “será que devo me expor, ser sincera e mostrar o que sinto?”. Chega de tantas suposições para amar! Chega de buscarmos tantos motivos, tantas respostas, tantas garantias...

Que possamos simplesmente nos deixar absorver pelo que a vida está nos oferecendo neste instante; que possamos nos agarrar à preciosa chance de nos encontrarmos, de finalmente enxergarmos a nossa própria alma através do amor, do que o outro se torna em nossas vidas.

É a intensidade com que você vive que faz a sua vida realmente valer a pena! É a sua decisão de acreditar que o seu poder pessoal está dentro de você – e nunca no outro – que faz com que o amor se transforme num caminho para a sua evolução e não num jogo onde ganha quem está “sempre por cima”...

Isso é uma grande perda de tempo! Um enorme desperdício de energia, sentimento e possibilidades. Olhe para o outro e enxergue nele, de uma vez por todas, o amor que você tem para dar, a alegria que você pode proporcionar, o encanto que brilha em sua essência.

Tudo, absolutamente tudo, inclusive o amor, acontece de dentro pra fora! Mas enquanto você insistir em atribuir à vida, ao outro ou à relação tudo o que você sente de bom ou de ruim, nada terá sido verdadeiramente seu...

Dê dignidade ao seu amor, assim como a tudo que faz parte de você. Seja a sua dor, o seu desespero, a sua falta de autoconfiança, o seu medo de não conseguir... Não importa: que você seja digno enquanto chora e enquanto ri. Enquanto ama e enquanto perde o seu amor. Que você possa ter autoridade sobre seu coração durante todos os dias de sua vida, porque depois dos momentos mais difíceis que você passar, restará apenas isso: a sua dignidade e, sobretudo, a sua capacidade de recomeçar e amar novamente... sempre de uma maneira nova, mais inteira, mais você!

 

(Rosana Braga)

Website: www.rosanabraga.com.br

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Ci>> ao contrario do que muita gente pensa, o amo NÃO é um jogo... é um estado de espírito, um verbo, uma ação. Você não ama pq está jogando, ama pq esta no estado de amor, está AMANDO, é como uma redenção às durezas da vida, um momento de trégua para o que não tem solução, para a guerra diária. E o amor vai além de querer alguém, de possuir, e até mesmo de estar fisicamente perto ou ao lado do ser amado: amor verdadeiro simplesmente existe, é gentil, generoso, e permite que sejamos melhor para que o outro encontre um pouco da paz que procura em nós. Um pouco, pq a paz de cada um reside em si mesmo, não no outro. Somos responsáveis por nossa própria felicidade, e absolutamente tudo o que acontece em nossas vidas depende exatamente de nós mesmos. Se dá certo, somos responsáveis pela felicidade que cultivamos, mas se dá errado, somos responsáveis pela infelicidade que se instala. Culpar o outro é irresponsável, injusto. Fazemos parte daquilo que criamos, a colheita que temos é das sementes que um dia, em algum lugar, plantamos.

Amar alguém que não está ali para ser seu, ou que simplesmente esqueceu que você existe, ou que ainda se nega a lembrar-se que você está ainda neste mundo, é doar. Doar amor que recebemos de Deus, doar boas energias, e filtrar as ruins que recebemos em troca. Mas amar e ser amado é um estado de Graça, é encontrar o paraíso na terra. A Reciprocidade do amor alimenta mais que o próprio alimento orgânico. AMAR, indistintamente, e sem esperar ser amado, sem esperar nada em troca, nem mesmo um “olá”. Devemos amar primeiro pelo simples prazer de AMAR. Simples assim...

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