segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O Segredo da Vida Boa

MANÁ DA SEGUNDA - 30 de agosto de 2010
Por Rick Warren

Alguns anos atrás a Comunidade de Mission Viejo, na Califórnia, lançou uma
campanha publicitária para atrair compradores para seus imóveis. A campanha
usava frases como "Missão Viejo: a Califórnia Prometida", e "Lugar para se
viver a vida boa". Penso que todas as culturas se referem a "vida boa" de
uma maneira ou outra. Em italiano, é "la dolce vita" - literalmente, "a doce
vida". Não queremos todos nós a vida boa? Embora seja uma frase batida
imagino quantos se deram ao trabalho de definir o que a "boa vida" realmente
é ou o que deveria ser.

Boa aparência. Alguns confundem "vida boa" com "boa aparência". Estão
preocupados com o exterior como se fosse o que realmente interessa na vida.
A cultura americana idolatra a beleza e valoriza o atraente. A propaganda
tira proveito disso sabendo que a promessa de "boa aparência" leva homens e
mulheres a gastar bilhões em produtos de beleza, clínicas de bronzeamento,
cirurgias plásticas, lipoaspiração, a última moda em vestuário e coordenação
de cores.

Sentir-se bem. Para outros "vida boa" significa "sentir-se bem". Seu
objetivo é minimizar o sofrimento e maximizar o prazer, usando quaisquer
meios: banhos de imersão, parques de diversão, drogas, experiências de
realidade virtual, viagens pelo mundo, filmes e apresentações musicais. O
fornecimento de prazer e entretenimento tem crescido e se tornado uma das
grandes áreas de atividade econômica em alguns países. Um lema dos anos 60,
"se faz você se sentir bem, faça", transformou-se em filosofia pessoal de
muita gente.

Possuir bens. Existem outros que associam "vida boa" a "posse de bens". Sua
maior ambição é reunir todas as coisas boas, ou pelo menos, o maior número
possível. Ganham o máximo de dinheiro que conseguem, para gastá-lo o mais
rapidamente possível. Há os que acreditam que, qual mercadoria, "vida boa" é
algo que pode ser comprado.

Nada disso satisfaz completamente! Não importa o que se faça, é impossível
impedir o processo de envelhecimento. O prazer é um subproduto de vida boa e
não o seu objetivo. As maiores coisas na vida, na verdade, não são coisas.

Sendo assim, o que realmente é a "vida boa"? Realização pessoal, alegria de
ser bom e fazer o bem. É o resultado de descobrir e tornar-se exatamente o
que Deus nos criou para ser. Nada além disso poderá preencher o vazio da
alma. A Bíblia diz: "Porque somos feitura Sua, criados para as boas obras,
as quais Deus preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2.10). Ao usar
sua vida para ajudar outros - fazer o bem - conhecer e confiar em Deus, você
se sente bem consigo mesmo. Isto é vida boa! Não permita que ninguém o
engane levando-o a pensar que é outra coisa.

Próxima semana tem mais!

domingo, 8 de agosto de 2010

MANÁ DA SEGUNDA - Confissão

Por Rick Boxx

Muitos oradores experientes compreendem que falar de seus fracassos pessoais
os torna benquistos por sua audiência. O problema é que para fazer isso é
preciso humildade e transparência em um grau que muitos na estão dispostos a
chegar. Por isso fiquei muito impressionado ao ouvir Chip Ingram falar em um
evento da "Faith Incorporated" apresentado em nossa cidade.

Falando sobre a importância de integridade pessoal, Ingram confessou algumas
deficiências pessoais ao público que o ouvia. Ele não apenas fez uma
reflexão sobre incidentes do passado distante, mas também falou de
circunstâncias recentes, admitindo que não sentia orgulho em reconhecê-las.
Muitos ouvintes ficaram surpresos com a abertura e sinceridade com que ele
contou seus segredos a pessoas praticamente desconhecidas.

As revelações francas de Ingram não apenas foram transparentes como
instrutivas. Ao contar sua história, citando as próprias falhas para
ilustrar seu enfoque sobre integridade, ele o fez de tal maneira que serviu
de exemplo vívido de humildade a todos que estavam no recinto. Ao mesmo
tempo, foi como se ele estivesse dando permissão aos ouvintes para que
fossem eles próprios autênticos, não se ocultando detrás de fachadas e
pretextos.

No mundo dos negócios frequentemente nos esforçamos para impressionar outras
pessoas, tentando nos apresentar sob luzes mais favoráveis. Preferimos
manter os pecados e falhas pessoais nas sombras. O que Ingram fez, contudo,
foi aplicar um princípio bíblico importante. Provérbios 28.13 ensina: "Quem
tenta esconder os seus pecados não terá sucesso, mas Deus tem misericórdia
de quem confessa os seus pecados e os abandona" . Para Ingram sua abertura o
capacitou a encontrar misericórdia, tanto da parte de Deus como do público.
Quanto a mim, seu relato me fez ter consciência de minhas inúmeras falhas
pessoais e, portanto, não desejar atirar pedras ou proferir julgamentos
sobre outras pessoas.

Obviamente existem muitas razões para relutarmos em compartilhar nossas
deficiências e fracassos pessoais com outros: constrangimento e vergonha
estão entre elas. Mas o orgulho é talvez o maior inibidor de todos. Não
queremos que outros conheçam nossas imperfeições, mesmo que tenhamos
consciência de que todo mundo está muito distante da perfeição. Entretanto,
o orgulho nos leva a tentar provar aos demais que somos melhores do que
realmente somos.

Pode ser útil considerar duas importantes advertências que encontramos na
Bíblia. A primeira é uma declaração simples, embora solene: "Não há um
justo, nenhum sequer" (Romanos 3.10). A segunda encontra-se no livro de
sabedoria: "A pessoa orgulhosa está a caminho da desgraça, mas a humilde é
respeitada" (Provérbios 18.12). Minha experiência tem me ensinado que é
prudente guardar estes conselhos das Escrituras. Se você cometeu um pecado
no trabalho, não tente ocultá-lo. Por mais difícil que pareça ser, a
confissão é o melhor curso de ação.

Os erros que cometemos têm um jeito irritante de se revelarem, às vezes, nas
horas mais inoportunas. Seria sábia a adoção de uma abordagem mais decisiva,
confessando falhas com sinceridade e de maneira oportuna, ao invés de
esperar que elas se revelem por si mesmas de outro modo, quase sempre para
nossa infelicidade.

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Ci>> Deixo aqui meu "toque" sobre este texto: um amigo querido deixou um
comentário no blog no qual argumenta que o orgulho é muitas vezes uma
válvula propulsora que nos ajuda a levantar quando caímos. Verdade, ele tem
total razão. ESTE ORGULHO a que ele se refere seria, talvez, o Único orgulho
que valha a pena termos dentro de nós. Os demais são descartáveis, e quase
sempre nocivos. Obrigada pela rica contribuição PP, "Lovyouforeveralways"!