segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Mana da Segunda - Gratidão Pelo Nosso Trabalho

MANÁ DA SEGUNDAGratidão Pelo Nosso Trabalho
Por Robert J. Tamasy

Esta semana milhões de pessoas em todo o mundo participarão de alguma forma
da comemoração anual do Dia de Ação de Graças- Dia de Gratidão. Nos Estados
Unidos é feriado nacional. Mas independentemente do país ou cultura, a
expressão de agradecimento intencional é sempre apropriada.

A maior parte dos leitores do Maná da Segunda dedica-se ativamente às suas
responsabilidades profissionais. Portanto, é adequado considerar o ato de
gratidão com relação à nossa vocação e carreira. Frequentemente alguns se
referem ao trabalho como "mal necessário", mas na verdade, ele é tudo menos
isso. Considere alguns dos aspectos positivos do trabalho:

É meio para expressão e uso de nossas habilidades, perícia e talentos.
Ajuda a dar significado e propósito à nossa vida.
Oferece oportunidades para perseguirmos nossas paixões–interesses e causas
que nos levam a antecipar o início de um novo dia com entusiasmo.
Proporciona-nos possibilidade de servir a outras pessoas de diversas
maneiras.
Capacita-nos a realizar parte do nosso chamado como membros da criação de
Deus.

Lemos na Bíblia que Deus deu à raça humana uma missão: "Deus os abençoou e
lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra!
Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os
animais que se movem pela terra" (Gênesis 1.28). Teólogos chamam isso de
"mandamento cultural", em que Deus atribuiu a administração da Terra aos
seres humanos.

Quando muitos ainda vacilam sob os efeitos da economia global, sem trabalho
ou tendo necessidade de aceitar postos aquém de sua capacitação, ser grato
pelo trabalho pode representar um desafio. A maioria de nós, porém, está
empregada e tem muitos motivos para sentir-se grato e expressar sua
gratidão.

Claro que todo trabalho envolve elementos pouco desejáveis. Participar de
reuniões para alguns representa uma interrupção da tarefa que apreciam
fazer; para outros, reuniões são a parte mais significativa do trabalho.
Para outros (como eu), escrever é um aspecto prazeroso do trabalho; mas
outros preferem fazer qualquer coisa menos escrever. Mas o que torna o
trabalho intrigante é o fato de ninguém estar habilitado ou interessado em
fazer tudo sozinho. Precisamos das habilidades e experiências uns dos outros
para ter a satisfação de sermos parte de algo muito maior.

Ao pensar em como e porque ser grato pelo nosso trabalho, consideremos o que
a Bíblia diz:

Trabalho oferece meio de prover nossas necessidades. Não há como negar que é
através do trabalho que obtemos recursos para adquirir alimentos, roupas,
abrigo e outras necessidades. Trabalho também proporciona senso de dignidade
e realização. "O apetite do trabalhador o obriga a trabalhar;a sua fome o
impulsiona" (Provérbios16.26).

Trabalho pode ser fonte de prazer. Alguém disse: "Se você gosta do que faz,
jamais terá que 'trabalhar' um dia sequer de sua vida". Se você tem um
trabalho que corresponde aos seus interesses e habilidades é um
privilegiado. "Por isso conclui que não há nada melhor para o homem do que
desfrutar do seu trabalho, porque esta é a sua recompensa" (Eclesiastes
3.22).

Trabalho é oportunidade de servir a Deus. Nossos talentos e habilidades,
embora tenhamos que gastar anos para refiná-los, são um presente de Deus."Tudo
o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus,
dando por meio d'Ele graças a Deus Pai... Tudo o que fizerem, façam de todo
o coração, como para o Senhor e não para os homens" (Colossenses 3.17,23).

(Texto de Robert J. Tamasy, vice-presidente de comunicações da Leaders
Legacy, corporação beneficente com sede em Atlanta. Georgia, USA. Com mais
de 30 anos de trabalho como jornalista, é co-autor e editor de nove
livros.Tradução de Mércia Padovani. Revisão e adaptação de J. Sergio Fortes
(fortes@cbmc.org.com))

**************************************
Ci>> Só quem começa algo de um grão de feijão e vê dar flor e frutos
posteriormente sabe o que é realmente amar o trabalho. Só quem planta o
embrião e colhe o ser já pronto para começar a vida pode dizer como é
gostoso acordar cedo, dar o sangue, estudar para se aperfeiçoar e ver aquele
embrião se tornar uma criança viva, feliz, que com alguns anos de
aprendizado, se torna um ser maior até atingir a maioridade moral, e andar
por suas próprias pernas. Assim é a nossa empresa, assim é a empresa do
empreendedor que começa sozinho, da mãe que busca o sustento do seu filho
antes de almejar um negócio próprio, de um ex funcionário humilhado que olha
para trás e vê que cada momento difícil resultou em um degrau acima, em
aprendizado para seu caminho atual. E há um Deus que enxerga tudo isso, o
esforço diário, as dificuldades, e que nos brinda com bons clientes, boas
relações, bons negócios. Demos Graças a Deus então, mesmo não estando nos
EUA, agradeçamos pela bondade daquele que nos dá todos os dias a
oportunidade da Superação por nós mesmos! Workaholic? Só um pouquinho!!! :D

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

CRIAR JUÍZO ??

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,
contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente
uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.

Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro
de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas
vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela
metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a
imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos
do planeta.
Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel
ridículo.
Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se
obriga a ir malhar.
E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na
vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente
sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10
mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o
que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase
mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não
agora'...
Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos
(devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores,
vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração
saciado.
Um dia a gente cria juízo.
Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate,
um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Law and Order', uma caixa de trufas bem
macias e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente.
OK?
Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

(Autor Desconhecido - recebido da Noely)
*********************************
Ci>> é colega, um dia na vida a gente tem que "despirocar", nem que seja prá
acertar a direção e começar denovo... TODO MUNDO tem este direito!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Eu, Aqui e Agora

TEXTO DESTA SEMANA NA AGENDA ATITUDE 2010
Recentemente fiquei comovida ao ler uma poesia chamada "Pano de chão", do poeta Michio Mado:
Quando volto para casa em um dia de chuva o pano de chão está me esperando com a cara de um pano de chão. Um rosto conhecido! Mas certamente não era sua opção tornar-se um pano de chão. Até pouco tempo atrás tinha a cara de uma camisa. "Sou uma camisa", dizia. Era macia como se fosse minha segunda pele, mas certamente tornar-se camisa não foi sua opção. Talvez há muito tempo, em uma terra como a América, teria sorrido como uma flor de algodão sorrindo para o vento e para o sol.
Se eu fosse um pano de chão, talvez dissesse: "Seria melhor ser uma camisa". Ou então: "Agora me tornei um pano de chão, mas antes eu era uma bela camisa". Um pano de chão que se lamenta assim não é útil. Não é nada fácil um pano de chão com a forma de uma camisa. Desempenhar plenamente o papel que nos foi confiado significa transformar-se plenamente em uma camisa quando temos que ser uma camisa, e voltar a ser um pano de chão quando devemos ser um pano de chão.
Esta é a imagem de quem vive seguindo o caminho da verdade sem pensar em seus desejos caprichosos.
Pensar que o pano de chão não é importante e tem menos valor do que a camisa é uma idéia banal, a mentalidade típica dos seres humanos. Neste mundo não há diferença de valor entre um objeto e outro. Ouvi dizer que um pino de poucos milímetros que sustenta os mecanismos de um relógio de cem mil dólares custa apenas dez dólares. Mas este pino tão barato é tão essencial ao funcionamento da vida quanto um objeto muito mais caro. Cada parte do relógio tem seu papel no funcionamento do mecanismo e, a cada instante, trabalha sem cessar para que o relógio não pare. Também nosso trabalho - qualquer que seja ele - é como as engrenagens de um relógio, mantendo uma família, uma empresa, um país e o mundo.
Se trabalharmos seriamente a cada instante, colocando de lado nossos pensamentos e interesses egoístas, podemos nos transformar em uma luz que ilumina as pessoas que nos circundam. Nossa presença por si só é suficiente para iluminar e nos tornamos a própria aparição da verdade e do bem comum.
(Shundo Aoyama Roshi, abadessa do Mosteiro Feminino de Aichi)
DO SITE DO PRIMEIRO PROGRAMA - TEXTOS DO DIA 15/11/10
-----------------------------
Ci>> tirando o pó do Blog - talvez o pano de chão seja a peça chave para todo o sistema funcionar... talvez ele não brilhe como aquela peça importada, ou tenha a etiqueta daquele belissimo e viajado sueter, mas ele tem tanto valor quanto as demais peças da engrenagem, e muitas vezes, é dele a responsabilidade para que tudo ande em exata e perfeita harmonia. Pensemos nisso todos os dias, quando pensarmos em olhar alguém de cima para baixo...

Alerta

Este alerta está colocado na porta de um espaço terapêutico.

O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza
O coração enfarta quando chega a ingratidão.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a"criança interna" tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
Preste atenção!
O plantio é livre, a colheita, obrigatória ... Preste atenção no que você
esta plantando, pois será a mesma coisa que irá colher!!

(Autor Desconhecido, recebido da querida Noely)

domingo, 14 de novembro de 2010

Delete e Arquive

"Dentro de você, existem duas teclas poderosas:
Delete e Arquive…

Use-as com sabedoria !!!

Delete: tudo aquilo que não valeu à pena.
Quem enganou seu coração.
Quem usou máscaras, quem te magoou, quem nunca chegou a saber
exatamente quem você é…

Arquive: as pessoas reais, ainda que virtuais, que cederam carinho,
tempo, palavras, conselhos, a mão, o coração.
Pessoas que, de um jeito ou de outro, ajudaram você a ser um pouco
Melhor.
Que te fizeram crescer em sabedoria e sentimentos, que te deram amor
de verdade!… "

From: Caroline Reberte da Silva

Riqueza: ser rico sem ser milionário ou pensar em dinheiro

Riqueza é um estado mental que se reflete em nossas atitudes, amizades,
família e trabalho. Começo a perceber que a consequência para uma mente
verdadeiramente rica é o dia-a-dia com qualidade de vida. Não consigo
acreditar que o profissional bem remunerado que precisa carregar dois, três
celulares e trabalhar 14 horas por dia seja uma pessoa rica. Ser rico é
muito mais do que ter muito dinheiro. Você, o que acha?
A cada dia que passa fico mais convencido de que a riqueza não é uma busca,
mas uma simples constatação. Ser rico é desfrutar o dia, sorrir para o
estranho e usar palavras carinhosas para descrever seu amor à família; é
viver ao lado de quem nos faz bem, perto de quem nos quer bem e podendo
desfrutar de manias, momentos de reflexão e algum trabalho.
Ser rico é ter tempo para ser você, sem culpa pelo que abdica para que essa
realidade se apresente.
A tecnologia avança, as barreiras deixam de existir. Fica fácil negociar com
qualquer um, em qualquer lugar do mundo, a qualquer hora. O celular funciona
como plataforma de trabalho e dele podemos extrair relatórios, fazer
conferências e até mesmo comprar e vender ativos. Chamam isso de liberdade?
E o e-mail e o SMS que tiraram o charme da comunicação escrita? A mensagem
sai daqui e chega lá num piscar de olhos, não dá tempo de se arrepender. Não
dá tempo de dar tempo ao que realmente se pretende tecer com as palavras.
Teclamos, teclamos. Se a resposta não chega em minutos, recebemos outra
mensagem. Ou o telefone toca. A hiperconectividade gera ansiedade, qualquer
medida é urgente, toda demora é digna de repreensão.
Não me admira que existam técnicas diversas para dar conta da "Caixa de
Entrada". Respostas a e-mails em poucas linhas, organização em pastas,
respostas em lote. Como também existem técnicas para realizar reuniões mais
rápidas, para usar melhor o telefone celular ou o computador. E quem ensina
a amar? Quem ensina como valorizar a família? Quem ensina a ser mais feliz?
Rico de Verdade, como bem diz Roberto Tranjan, é outra coisa.
Gerações passadas aproveitavam o domingo para reunir a família em torno de
deliciosas pamonhas. Quem conhece a receita da pamonha sabe que é épico e
demorado o trabalho para transformar o milho neste delicioso doce. A família
sabia disso e fazia da tarefa na cozinha um momento de comunhão. Passavam o
dia cozinhando, conversando e, mais importante, curtindo uns aos outros. O
telefone não tocava, não existia ou era item de luxo. Não havia MSN.
Hoje existe uma profusão de restaurantes tipo Self-Service. O almoço de
domingo dura pouco mais de uma hora, com os jovens reclamando da demora – a
vontade de isolar-se no computador, em casa, é imensa – e os mais jovens
grudados aos Nintendo DS, iPhones enquanto esperam pela comida. A isso o
genial educador Mário Sérgio Cortella chama de "despamonhalização da
sociedade".
Cabe lembrar a situação do profissional nas empresas. Em muitas delas, o
funcionário tem apenas uma hora de almoço. Precisa correr, comer,
corresponder. Regras. Procedimentos. Horário. Como ser humano sendo chamado
de recurso? Humanizar as relações profissionais é tema urgente, como muito
bem defende Bernadette Vilhena e Eduardo Cupaiolo.
Parece não haver saída, só justificativas. Resta aceitar o sistema (palavra
da moda) porque dele se obterá recursos financeiros suficientes para
melhorar o padrão de vida familiar, para viajar mais, para comprar isso, ter
aquilo. Para morar em uma casa maior. Para dirigir um carro melhor.
Infelizmente, para muitos a riqueza tem apenas fins de inclusão social.
Ostentar para parecer mais. Para ser e fazer sombra.
Enquanto isso cada vez mais casamentos terminam, disfarçados pelos problemas
financeiros, uns tantos filhos se apoiam nas drogas para experimentar o novo
e carreiras promissoras são encerradas por delicados traumas psicológicos e
de saúde. O arrependimento invade o lar como um tsunami e passa arrasador,
levando consigo o significado de família, seus retratos felizes e momentos
marcantes.
Nestas situações, o inventário é sempre triste: faltou o diálogo sincero,
sem que alguém sempre precisasse ter a última palavra; faltou ouvir; faltou
chegar em casa mais cedo e surpreender quem se amou com uma flor; faltou
sujar-se na cozinha tentando fazer uma receita para o jantar familiar;
faltou rir mais; faltou dizer "obrigado", "por favor" com mais frequência;
faltou ser criticado sem retrucar; faltou ser humilde.
Faltou ser fiel ao princípio básico da riqueza: enriquecer também o todo que
nos cerca. De que adianta acumular dinheiro enquanto a família se desagrega?
Achar possível que o dinheiro compre carinho, admiração e felicidade é ser
ingênuo. Para estes, o dinheiro serve apenas como consolo, um misto de culpa
e tristeza.
E daí? Onde é que tudo isso se relaciona com as finanças pessoais, tema
principal deste espaço? Por que o desabafo? Dinheiro não pode ser problema,
tem que ser solução. Ora, a riqueza pressupõe equilíbrio para que seja
sustentável. Se tiver que escolher, escolha a qualidade de vida. Sempre. Se
tiver que recomeçar, mudando inclusive de cidade e profissão, faça-o. Não
hesite, aconteça. Se for chamado de hipócrita, ria. Sorria.
Ser rico não é ter a conta bancária recheada, o apartamento mais luxuoso e a
roupa da moda. Ser rico é suspirar ao ler este artigo, deixar que os olhos
fiquem marejados se isso trouxer algum conforto e permitir que a mente lhe
encha a imaginação de flashes. Como é bom estar vivo, não? Pois o rico é
estar vivo e despertar nos outros esta sensação. O dinheiro faz parte,
depende de você ver nele possibilidades de ser mais feliz.

Publicado por Conrado Navarro em 19 19UTC outubro 19UTC 2010 (1:21 pm) na
categoria Educação Financeira
Artigo publicado no Dinheirama - Economia, Investimentos e Educação
Financeira ao alcance de todos - http://dinheirama.com
URL do artigo:
http://dinheirama.com/blog/2010/10/19/riqueza-ser-rico-sem-ser-milionario-ou-pensar-em-dinheiro/

Mana da Segunda - Louváveis Sustentáculos

MANÁ DA SEGUNDAO que estas pessoas têm em comum: Steve Jobs, magnata,
inventor e inovador tecnológico; Jackie Robinson, que rompeu com a barreira
da cor no beisebol americano; Nelson Mandela, ex-presidente da África do
Sul, que promoveu a reconciliação por toda a nação; Madre Teresa, linda
mulher de Deus, que sacrificou a vida pelos pobres e necessitados?
Cada uma delas foi o que chamo de sustentáculo. Em inglês a palavra é uma
cavilha que impede que a roda de um veículo escape do eixo. Ela é comumente
usada na indústria agrícola para dar segurança a implementos atrelados a
tratores. A palavra original deriva de outra que significa "fixador do eixo
da roda". Em termos humanos, sustentáculo é o que mantém as pessoas unidas.
Sob outra ótica, sustentáculo é alguém que faz diferença. Pessoas que
promovem ligação e não meros dentes de uma engrenagem. Ao descrever pessoas
importantes, essenciais para sucesso de um empreendimento, falamos em coluna
dorsal, pedra fundamental, âncora, esteio e pilar. No basquete essa pessoa é
o armador. No exército geralmente é o sargento. No lar, se a família quiser
sobreviver à travessia da temível selva cotidiana, creio que vai precisar de
um líder treinado, designado por Deus para ocupar o lugar destinado ao pai
ou papai. O mesmo diz respeito à mãe.
"Queimem os navios" - foi a ordem dada pelo famoso explorador Hernando
Cortes ao conquistar o império Asteca, no local hoje conhecido como México,
em março de 1519. Cortes navegou desde a Espanha, com onze navios e
quinhentos homens procurando por um grande tesouro. Pouco depois de colocar
os pés nas praias da península de Yucatán, surpreendeu seus homens com a
ordem para incendiar os navios. Ele estava fazendo a simples e definitiva
afirmação: não há retorno, não há recuo! Cortes, conquistador do México,
tornou-se um sustentáculo.
Na Bíblia vemos muitos exemplos de sustentáculos – pessoas que agiram com
bravura e audácia porque deram ouvidos à vocação de Deus e não temeram as
consequências. Eis alguns: Abraão, que obedeceu ao chamado de Deus para sair
de sua terra, mesmo sem saber o destino final (Gênesis 17); Gideão, que
liderou os israelitas levando-os a grande vitória, apesar das probabilidades
contrárias (Juízes 6); Ester, jovem judia, que corajosamente se posicionou e
foi usada para livrar seu povo de um massacre (Ester 2-9); Daniel, que ousou
resistir sozinho em meio a uma cultura pagã (Daniel 1-10); Davi, descrito
como "homem segundo o coração de Deus", que serviu sua própria geração,
apesar de suas falhas pessoais.
"Assim diz o Senhor: eis para quem olharei: para o pobre e abatido de
espírito e que treme diante da Minha palavra" (Isaías 66.1-2). Se for
chamado ou se a oportunidade se apresentar, você estará disposto a ser
"sustentáculo" onde você trabalha ou em sua comunidade? Você é sustentáculo
em seu lar?

Por Robert D. Foster