quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Atritos

   ATRITOS 
Por Roberto Crema  

 

Ninguém muda ninguém;
ninguém muda sozinho;
nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.
 
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.
 
É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás,
vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas
extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas,
me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas,
transformando-me em alguém melhor,
mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas,
com suas ações e palavras
me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas
 
Faz parte...
Reveses momentâneos
servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida
como grandes pedras,
cheia de excessos.
 
Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...
 
Quando finalmente aceitamos
que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência
e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus,
é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
 
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira
de excesso para chegar ao seu âmago.
 
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós
com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto,
constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,
a de amar...
Mas temos que aprender como.
 
Para chegarmos a esse âmago,
temos que nos permitir,
através dos relacionamentos,
ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo,
de fazê-lo brilhar
 
Por muito tempo em minha vida acreditei
que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido,
ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado
faz parte da construção do aprendizado do amor.
 
Não compreendia que se aprende a amar
sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...
os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
 
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

 

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CI>> FELIZ 2011!!!!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Feliz Ano Bom... Feliz Ano Novo, Feliz TUDO Novo!!!

Feliz 2011!
Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano,
Foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos... Aí
entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e
outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.
Para você, Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.
Para você, Desejo todas as cores desta vida... Todas as alegrias que puder
sorrir.
Para você neste novo ano, Desejo que os amigos sejam mais cúmplices, Que sua
família esteja mais unida, Que sua vida seja mais bem vivida.
Gostaria de lhe desejar tantas coisas...Mas nada seria suficiente.
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.... Desejos grandes...
Que eles possam te mover a cada minuto rumo à sua FELICIDADE! '

"Texto recebido da Ivone"

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Ci>> 2010 Foi dificil, mas foi bom... melhor que 2009.... que foi melhor que
2008, que foi melhor que 2007... então, 2011 vai ser melhor que 2010! Que
possamos aproveitar o melhor que recebermos para evoluir, e o pior tambem,
para aprender. Anos são ciclos, têm começo, meio e fim... e se voce parar e
prestar atenção, muito do que plantamos no início do ano, colhemos o
resultado no final dele... então, Que o Ciclo de 2011 seja inesquecível,
próspero e salutar para todos nós!

AVISO - O remetente desta mensagem é responsável por seu conteúdo e
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desconformidade com as normas internas do Tribunal de Justiça do Estado de
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Se eventualmente aquele que deste tomar conhecimento não for o destinatário,
saiba que a divulgação ou cópia da mensagem são proibidas. Favor notificar
imediatamente o remetente e apagá-la. A mensagem pode ser monitorada pelo
TJSP.


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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A Matemática do Amor

Sim, dá para calcular se seu relacionamento vai dar certo. A amizade vale 10; o desrespeito e a indiferença tiram pontos. Conferimos os detalhes dessa equação com o psicólogo americano John Gottman, que pesquisa o tema há 35 anos e criou o teste de conexão emocional

O amor não é ciência, mas a saúde de um relacionamento pode ser diagnosticada. Isso é o que faz o Ph.D. e professor emérito de psicologia da Universidade de Washington John Gottman em seu Love Lab, o Laboratório do Amor. Há 35 anos pesquisando relacionamentos, ele já acompanhou mais de 3 mil casais nos Estados Unidos, escreveu 37 livros e mais de 130 artigos.

Em 1996, fundou o The Gottman Institute ao lado da mulher, a psicóloga Julie Schwartz Gottman. Para prever as chances de sucesso conjugal, Gottman criou uma metodologia capaz de mensurar os ingredientes que fazem a receita amorosa crescer ou desandar. E garante que o índice de acerto dessa balança chega a 90%. A estratégia para avaliar o casamento consiste em várias etapas – de preenchimento de formulários até entrevistas filmadas, onde os casais relatam suas histórias e seus conflitos. Nessas sessões, cada cônjuge é equipado com sensores para monitorar batimentos cardíacos, grau de movimentos que faz na cadeira etc. A equipe do cientista analisa o material observando sinais posturais que revelam a dinâmica do casal para além do discurso verbal.

Ao longo de três décadas de pesquisa, foi ficando evidente que as atitudes que alimentam ou destroem um casamento se repetem e têm um grau de previsibilidade. Para Gottman, o tripé básico do casamento bem-sucedido é amor, confiança e respeito. Mas esse tripé não se sustenta se não for alimentado: é aqui que a amizade entra na conta de modo determinante.

Primeiro filho
Uma das fases de tensão do casamento é marcada pela chegada do primeiro filho. De acordo com os estudos de Gottman, cerca de 67% dos casais veem o casamento se deteriorar nessa fase. De 130 casais pesquisados, 25% se divorciaram nos cinco anos seguintes ao nascimento do primogênito. Isso acontece porque a libido da mulher costuma diminuir, ela se volta para o bebê e o marido deixa de ser prioridade para ela.

“O importante é entender que o filho que chega é dos dois. Considero que a obrigação do pai é a mesma da mãe. Foi Claudio que me ensinou a dar banho na Maria. Nós aprendemos juntos a criar nossas filhas”, explica Maria Fernanda. Mas, embora estivessem mais dedicados às crianças, nem ela nem o marido descuidaram da relação. “Depois de colocar as meninas para dormir, fazemos questão de ter um momento nosso. Ao jantar e tomar um bom vinho juntos, garantimos um tempo para conversar. E, se não der para sair, vemos um filme em casa mesmo.”

Erro de cálculo
Como saber se ele é o homem certo? Namorando. “O amor é míope e o namoro é um par de óculos”, diz Ailton Amélio da Silva, professor de psicologia da Universidade de São Paulo no seu livro O Mapa do Amor(Gente Editora). Ele desaconselha trocar alianças sob pressão, seja porque está grávida, seja porque a família ou o namorado insiste. E ninguém deve casar achando que vai “regenerar”o outro. Amélio afirma que algumas características mudam, as pessoas podem melhorar, porém as graves falhas de caráter raramente se alteram. Se o namorado nunca trabalha ou fica bêbado todo fim de semana, não imagine que mudará depois do casório. Fuja da raia caso o moço se revele: 1. mentiroso, 2. infiel, 3. desonesto, 4. violento, 5. machista, 6. egoísta.
Amigos íntimos
A amizade é decisiva porque favorece a conversa e facilita a criação da intimidade. “Conhecer o parceiro é essencial”, diz o psicólogo. Claro que o sexo e a paixão têm um peso importante. Mas, para manter o fogo aceso ao longo do tempo, é preciso ter um genuíno interesse pelo par e saber como lhe agradar. A amizade ajuda até no gerenciamento de crises. “Ela nos torna mais receptivos para ouvir o outro lado”, completa Gottman. Além disso, amigos adoram se divertir juntos.

A teoria foi comprovada na prática pela empresária Maria Fernanda Franco, 38 anos, e pelo gestor de recursos Claudio Fernandes, 39, casados há nove anos e pais de duas meninas, Maria, 6 anos, e Helena, 3. “Somos muito parceiros”, diz Maria Fernanda, frisando que um apoia o outro não só na dificuldade mas também no prazer. Quando Claudio começou a se interesser por vinhos, dei um curso para ele de presente.” Decisões que vão mexer com o cotidiano são tomadas em conjunto: “Foi o que aconteceu quando meu marido quis fazer mestrado. Ponderamos tudo juntos antes de ele partir para a ação. Sabíamos que seria muito puxado e ele teria menos tempo para a família”, diz Maria Fernanda.

Ser amigo é ótimo, mas ser amante também. Para isso, o casal desenvolveu algumas estratégias. “Ter banheiro separado é fundamental para preservar a privacidade – ninguém precisa ver o outro passar fio dental”, acredita Claudio. Ele aposta nas pequenas delicadezas para manter o romance, como presentear a mulher com uma joia no aniversário de casamento ou fazer questão de levá-la para jantar fora toda semana.

Contas impossíveis
Para quem está procurando um par ou tendo dificuldades com algum pretendente, é bom poder identificar as contraindicações. Gottman alerta que existem pessoas que não nasceram para casar. Os incapazes de confiar em alguém ou os emocionalmente frios se dão mesmo melhor em relações temporárias. Para o especialista, se a incapacidade de confiar é estrutural – ou seja, se vem desde a infância –, ela é irreversível.

Quanto às pessoas frias, o relacionamento só avançará se o par também for mais racional, sem expectativas de grandes emoções. Por fim, os estudos comprovam a famosa incompatibilidade de gênios. Quando um gosta de viver num clima de conflito e o outro não, é problema na certa. Idem para a situação em que um deseja discutir a relação e o outro foge disso – se ninguém topar mudar, o fracasso é apenas uma questão de tempo. Há ainda os tipos alérgicos a compromisso. É o caso dos egoístas ao extremo. Afinal, a natureza do casamento é a vida a dois. A advogada Paula* acredita que essa era a dificuldade do ex-marido.

Ele só se preocupava com os próprios assuntos. É um homem que se basta, não precisa de ninguém. Não agia assim só comigo, mas com todos ao seu redor.” Ela sentia que nada do que falava era importante para Marcelo*. Ele não a acompanhava em nenhum evento social ou programa com amigos. Por outro lado, Paula admite que o ex sempre se portou assim. Ela é que acalentava a esperança de que mudaria depois do casamento (veja o quadro “Erro de cálculo”). Isso não ocorreu e em três anos eles se separaram.

Para os românticos, que hesitam em misturar amor com números, Gottman frisa que é possível, sim, medir e analisar características e atitudes que facilitam ou dificultam a vida a dois. Não há, porém, método capaz de encontrar o parceiro “certo” para alguém. A flecha do cupido não está na mão da ciência. Tem coisas que só o coração explica. E ele sempre pode receber um novo amor, caso o antigo não tenha dado certo.

Os 4 cavaleiros do apocalipse
De acordo com os estudos do psicólogo John Gottman, 50% dos divórcios ocorrem até o sexto ano de casamento. Os motivos variam, mas estão associados a uma série de comportamentos tão destruidores que o cientista apelidou-os de “os quatro cavaleiros do apocalipse”. Uma parte desses venenos tem antídotos – que só funcionam se os parceiros tiverem realmente interesse em mudar para permanecer juntos.

1. Crítica
A pessoa tem uma lente negativa; só consegue ver erros, não reconhece os esforços e acertos do par.
Antídoto
Generosidade, capacidade de enxergar e valorizar o melhor do outro.

2. Defesa
Ataca para se defender e costuma culpabilizar o outro por todas as dificuldades da vida a dois.
Antídoto
Amizade e justiça. Imagine como agiria se, em vez do seu par, estivesse um amigo na sua frente. Isso ajuda a aumentar a confiança e a cortesia. E seja justa: admita também as próprias dificuldades em vez de só acusar seu par.

3. Indiferença
Nunca escuta o que o outro diz ou finge que não escutou.
Antídoto
Mais atenção e respeito à opinião e ao sentimento do cônjuge. Afinal, se nada do que ele fala interessa, por que insistir nessa relação?

4. Desprezo
Humilha, ridiculariza o parceiro e sente-se superior.
Antídoto
Não existe remédio nesse caso. Não há motivo para permanecer casada quando o desrespeito e o desamor se instalam.

Noris Martinelli (do Blog Amigos do Freud)


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Ci>> texto fantastico, acho que vou imprimir e deixar na bolsa para nao esquecer de fazer as contas... parece que o mundo esqueceu de prestar atenção nestes pequenos detalhes que fazem da relação algo palpável, fora do ambito "romance" ou "platonico"... se um vive para a relação, o outro normalmente vive fora dela; se um enxerga os detalhes, o outro se sente criticado; dificil encontrar um casal que queira enxergar junto e ao mesmo tempo como a "matemática do amor" faz sentido, quando se pensa com a cabeça, e não com o próprio umbigo. Sim, pq a relação que vale a pena é a relação que envolve amor, mas principalmente raciocinio e desprendimento do proprio umbigo. Fazia tempo que eu não encontrava um texto tão interessante, hein...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Então...

Para ser feliz, não é preciso pretexto,
motivo, intuito ou provocação.
 
Nascemos assim e pronto!
 
A residência do problema está no seguinte dia
em que abandonamos a placenta aquática.
 
É preciso um pouco de sorte com
os responsáveis escalados pela nossa sobrevivência.
 
Não raro tornamo-nos objetos abjetos fadados a subserviência
e aí a felicidade não vai embora mas entra de "folga"
e algumas esquecem de retornar ao trabalho.
 
É impossivel ter alguma satisfação sendo "capacho",
constrito ou encarcerado.
 
Pois:
 
"Felicidade não se busca. Recupera!"
 
 
Cãriùá - TaTaRaNa
 
 
 
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Ci>> concordo em genero, numero e grau meu amigo... Felicidade não se busca, se recupera, como um estado de Espírito... bom ou mau, ele já existe dentro de nós...